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INTRODUÇÃO
A obra do Filho de Deus se revela em três dimensões: sua humilhação voluntária, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa. Nesta lição, veremos que Filipenses 2 e Hebreus 9 revelam que Jesus esvaziou-se de sua glória, ofereceu-se em sacrifício vicário e foi exaltado pelo Pai. Confirmaremos que essa obra é completa, suficiente e eterna, revelando que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
Explicar a humilhação voluntária de Cristo e sua obediência até
a cruz;
Mostrar que a obra redentora do Filho é única, suficiente e
vicária;
Ressaltar a exaltação gloriosa de Cristo e sua
soberania universal.
PALAVRA-CHAVE: OBRA
Sem
comentário na palavra-chave porque será feito ao longo da lição.
TEXTO ÁUREO
“Pelo que
também Deus o exaltou
soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” (Fp 2.9).
NOTA: Vamos comentar o TEXTO ÁUREO no TÓPICO III. A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO
1. Recebido à destra do Pai.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Filipenses
2.5-11; Hebreus 9.24-28.
Filipenses
2
5 — De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
(humildade)
6 — que, sendo em forma de Deus,
não teve por usurpação ser igual a Deus.
(sem ambição)
7 — Mas aniquilou-se
a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
(Humilhação)
8 — e, achado na forma de homem,
humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
(Humilhação)
9 — Pelo que também Deus o
exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, (Exaltação)
10 — para que ao nome de Jesus se
dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
(Honra)
11 — e toda língua confesse que
Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Hebreus 9
24 — Porque Cristo não entrou num
santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora
comparecer, por nós, perante a face de Deus;
25 — nem também para a si mesmo
se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com
sangue alheio.
26 — Doutra maneira, necessário
lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na
consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo
sacrifício de si mesmo.
27 — E, como aos homens está
ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,
28 — assim também Cristo,
oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez,
sem pecado, aos que o esperam para a salvação.
I. A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO
1. A submissão de Cristo. Paulo exorta a igreja de
Filipos à unidade e à humildade e a terem a mente de Cristo: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve
também em Cristo Jesus” (Fp 2.5). O termo
grego traduzido como “sentimento”
é phroneō, que significa “modo de pensar” e “disposição mental”. A exortação quer levar os crentes a terem o mesmo modo de
pensar e viver que foi demonstrado por Cristo (1Jo 2.6). Refere-se a uma
consciência moldada pela humildade, amor e obediência (Jo 13.15). Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo,
buscar o bem do próximo e viver para a glória de Deus (Rm 12.2). Como
cristãos, somos chamados não apenas a crer em Cristo, mas a pensar e agir como
Ele (Mt 11.29).
NOTA PARA (Fp 2.5)
“De
sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em
Cristo Jesus” (Fp 2.5). ARC.
Tοῦτο γὰρ
φρονείσθω ἐν ὑμῖν ὃ
καὶ ἐν Χριστῷ Ἰησοῦ. Textus
Receptus (Texto Recebido).
Transliteração
Toûto
gàr phroneísthō en
hymîn hò kaì en Christôi Iēsoû.
Phroneísthō, uma forma do verbo phronéō (φρονέω)
sugere mais que um "sentimento" comum, é mais que (algo apenas
emocional ou passageiro).
Phronéō vem de phrēn (mente/intelecto). Significa "pensar",
"ter uma atitude mental" ou "dispor a mente de certa
maneira". Não se trata de uma emoção súbita, mas de uma mentalidade
moldada.
Em Filipenses
2:5, a raiz phrēn (no verbo phroneō) indica
que o "sentimento" de Cristo não é uma emoção passageira, mas
uma estrutura mental sólida e uma disposição interior
profunda.
2. O esvaziamento de sua glória. O apóstolo recorda que Jesus, “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual
a Deus” (Fp 2.6). Sendo
Ele igualmente Deus, compartilhando da mesma natureza do Pai (Jo 1.1) —
preferiu privar-se de seus direitos — não da sua divindade. É um contraste com o primeiro Adão, que almejou ser “como
Deus” (Gn 3.5), enquanto Cristo, o segundo Adão, sendo Deus,
preocupou-se com o bem-estar dos outros (Fp 2.4b). Essa realidade é confirmada
quando Jesus “aniquilou-se a si mesmo, tomando a
forma de servo” (Fp 2.7a), isto é, esvaziou-se voluntariamente (gr. kénosis),
assumindo a natureza humana na forma de servo (Fp 2.7b; Hb 4.15). Isso não
significa a perda de sua divindade, mas a renúncia da glória que Ele possuía na
eternidade com o Pai (Jo 17.5).
3. Obediência sacrificial até a cruz. A obediência de Cristo foi plena, desde a encarnação até o Calvário: “na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (2Co 8.9). Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hb 12.2). O primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Rm 5.19). Essa verdade confirma que a Obra Redentora do Filho está fundamentada na obediência completa ao Pai (Jo 6.38). A nossa salvação é resultado dessa obediência, e não de nossos méritos (Ef 2.8,9). Assim como Cristo, devemos obedecer à vontade do Pai (Rm 12.1).
SINOPSE I
A
humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.
II. A OBRA REDENTORA DO FILHO
1. A ineficácia do sacerdócio levítico. O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por
ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando o sangue de animais para fazer propiciação por
seus próprios pecados e pelos do povo (Lv 16.11-15). Esse sacrifício era
repetido anualmente porque não era suficiente para remover o pecado (Hb 9.25).
O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno
Sumo Sacerdote (Hb 2.17). O santuário terreno era uma sombra (Hb 8.5), mas
Cristo entrou no céu mesmo, para interceder por nós diante do Pai (Hb 8.1,2). A
entrada única de Cristo no santuário com seu próprio sangue nos assegura uma
eterna redenção (Hb 9.12). Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi
substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hb 7.23,24).
NOTA: Ineficácia é a incapacidade de atingir
objetivos, metas ou produzir os resultados esperados, ao "fazer a coisa
certa".
Nota Teológica para (Yom
Kippur)
No original hebraico
(texto massorético) não está no singular (Yom Kippur), mas no plural: Yom
Hakipurim (יוֹם הַכִּפֻּרִים).
” Mas, aos dez deste mês sétimo, será o
Dia da Expiação;
tereis santa convocação...” (Levítico 23:27)
"Ak
be’asor lachodesh hashvi’i hazeh Yom Hakipurim hu, mikra-kodesh yihyeh lachem..."
O
"sétimo mês" mencionado em Levítico 23:27 é Tishrei, e no
Calendário Gregoriano é setembro e outubro.
No
calendário bíblico (religioso), a contagem dos meses começa em Nissan (o
mês da Páscoa), o que coloca Tishrei como o sétimo mês. No calendário civil judaico moderno,
no entanto, Tishrei é considerado o primeiro mês do ano, onde
se celebra o Rosh Hashaná (Ano Novo).
O termo Kippur ou o
plural kipurim
vem de kaphar, que significa
literalmente "cobrir". Teologicamente,
isso indica que o pecado não era apenas "esquecido", mas
"coberto" pelo sacrifício, removendo a barreira entre Deus e o homem.
O uso do plural Kipurim (expiações)
sugere uma "expiação total", abrangendo todos os tipos de pecados e
impurezas de todo o povo.
Na
tradição judaica, este é o dia em que o destino de cada pessoa para o ano
seguinte é "selado" no Livro da Vida, após um período de
dez dias de arrependimento iniciados no Rosh Hashaná.
Três
observações na expressão
“mikra-kodesh yihyeh lachem” é traduzida como "tereis santa
convocação":
- Mikra (מִקְרָא): Vem da
raiz kara (chamar). Significa uma chamada pública ou uma
assembleia para a qual as pessoas
são convocadas por Deus. Não é apenas uma reunião social, mas
um "chamamento" divino. (Fazer nota
para o nome do Levítico)
- Kodesh
(קֹדֶשׁ): Significa "santidade" ou "separação". O
que indica que esta
assembleia é separada do uso comum e dedicada exclusivamente ao
sagrado.
- Yihyeh Lachem (יִהְיֶה לָכֶם): O
verbo está no futuro ("será para vós"), isso estabelece
uma ordenança perpétua para a comunidade.
2. O Sacrifício único e suficiente. Na Antiga Aliança, ofereciam-se sacrifícios continuamente pelo pecado por causa da ineficácia dessas ofertas (Hb 9.25; 10.1-4). Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9.28a). A expressão “uma vez” (gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno (Hb 10.10). A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na obra consumada de Jesus (Jo 19.30). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mt 27.51). Não há outro meio de salvação, nenhuma outra oferta, nenhum outro nome (At 4.12). O Calvário é suficiente. Jesus é tudo!
NOTA: Hebreus 9:28 do
grego bíblico (Koiné):
“Assim
também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos,
aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação. (Hb 9.28).
"houtōs
kai ho Christos, hapax
prosenechtheis eis to pollōn anenenkein hamartias, ek deuterou chōris hamartias
ophthesētai tois auton apekdechomenois eis sōtērian."
Hápax (ἅπαξ) é um advérbio de tempo no
grego e significa "uma vez", "uma única vez" ou "de
uma vez por todas"
3. A substituição vicária. A expressão “vicária” vem do
latim vicarius,
que significa “em lugar de
outro”. A substituição vicária é inseparável da justiça divina (Rm
3.26). O pecado não pode ser ignorado, e precisa ser punido (Rm 5.21). Por isso, Deus não poupou seu
próprio Filho, mas o entregou para morrer em nosso lugar, assumindo Ele sobre
si a penalidade que era nossa (Rm 8.32). No
sistema sacrificial da Lei, os animais oferecidos tipificavam essa
substituição, mas não removiam o pecado, apenas cobriam (Hb 10.4).
Em Cristo, o
Cordeiro de Deus, a substituição é perfeita e definitiva: “Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes
desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez/hapax se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício
de si mesmo.” (Hb 9.26). Assim, em adoração devemos viver para Cristo
que por nós morreu (2Co 5.15).
Curiosidade - hapax significa
"uma vez", mas o autor de Hebreus reforça ainda mais essa
ideia no capítulo seguinte em (Hb 10:10) usando o termo ephapax (ἐφάπαξ), que é uma
forma intensificada para dizer "uma vez por todas".
·
Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a
oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. (Hb 10:10).
·
"en hō thelēmati hēgiasmenoi esmen dia tēs prosphoras
tou sōmatos Iēsou Christou ephapax"
(Hb 10:10).
SINOPSE
II
A obra
redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo nossa salvação.
III. A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO
1. Recebido à destra do Pai. Após sua humilhação voluntária,
o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo
que também Deus o exaltou soberanamente” (Fp 2.9a). A exaltação de
Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Fp 2.8). O verbo “exaltou” (gr. hyperypsōsen) denota
uma elevação acima de toda medida. Cristo não
apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo.
Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo de autoridade, glória e
soberania (Hb 1.3). Estar assentado ali expressa o
reconhecimento divino da obra completa do Filho (Jo 17.4,5). Cristo não
apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Ap 3.21). Sua exaltação
garante nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Rm 8.34), e
reina como Rei dos reis (Ap 19.16).
NOTA: para (Fp 2.9)
“Pelo que
também Deus o exaltou
soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9).
Texto em Grego (Original) διὸ καὶ ὁ θεὸς αὐτὸν ὑπερύψωσεν καὶ ἐχαρίσατο
αὐτῷ τὸ ὄνομα τὸ ὑπὲρ πᾶν ὄνομα.
Transliteração Diò kaì ho Theòs autòn hyperýpsōsen kaì echarísato autō
tò ónoma tò hypèr pân ónoma.
Análise das Palavras-Chave
1.
Hyperýpsōsen (ὑπερύψωσεν) – "Exaltou Soberanamente" é a junção de hypér (acima, além) e hypsóō (elevar, exaltar).
Não é uma exaltação comum. O
prefixo hyper indica o superlativo. Significa elevar ao ponto mais alto
possível, é uma "superexaltação". Indica
que a posição de Cristo pós-ressurreição é a de máxima honra no universo.
2.
Echarísato (ἐχαρίσατο) – "Deu / Agraciou". Esse
termo deriva de cháris (graça/favor imerecido). Não
foi uma simples entrega, esta palavra sugere que Deus
"doou benevolentemente" ou "concedeu por graça" a exaltação.
Cristo mereceu por Sua obra e obediência, mas esse termo
destaca a alegria e a honra do Pai em galardoar o Filho. O fez por sua graça.
3. Hypèr
pân ónoma (ὑπὲρ πᾶν ὄνομα) – "Sobre todo nome"
Na etimologia Hypèr significa (acima)
e pân (todo/totalidade).
A frase Hypèr pân ónoma/"Sobre todo nome" estabelece uma
hierarquia absoluta. Não existe título ou autoridade (seja na terra, no céu ou
no inferno) que possua maior peso jurídico ou espiritual que o nome concedido a
Jesus. O termo pân aqui
exclui qualquer exceção.
4. Ónoma
(ὄνομα) – "Nome"
No
pensamento bíblico, o "nome" representa a essência, o caráter, a
missão e a autoridade da pessoa. Por isso ao dar "o nome", Deus confere a Jesus o
reconhecimento público de Sua identidade divina e Sua soberania como o Kyrios (Senhor).
NOTA: PARA HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DE CRISTO
Esse é o esboço
de uma pregação que fiz na minha igreja local.
3 Humilhações de Cristo
·
Da divindade para a humanidade
·
Da vida pra morte
·
Do céu pra Terra
1. Da
Divindade para a Humanidade
Esta é a
humilhação da Encarnação. Sendo Deus, Ele escolheu a limitação de
um corpo humano, submetendo-se às fraquezas humanas, exceto o pecado.
- Referência: "Que, sendo em
forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo,
tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens" (Filipenses
2:6,7).
2. Do Céu
para a Terra
Esta é a
humilhação da Condescendência. O Rei do Universo deixou a glória
celestial e a adoração dos anjos para habitar em um mundo caído, marcado pela
miséria e pela rejeição. Ele não nasceu em um palácio, mas em uma
manjedoura.
- Referência: "E o Verbo se fez
carne e habitou entre
nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio
de graça e de verdade" (João 1:14).
3. Da
Vida para a Morte
Esta é a
humilhação da Expiação. O Autor da Vida submeteu-se à morte, e não
a uma morte comum, mas à mais vergonhosa e dolorosa da época: a crucificação,
sendo tratado como um malfeitor para pagar uma dívida que não era Sua.
- Referência: "E, achado na
forma de homem, humilhou-se
a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz" (Filipenses
2:8).
2. Um nome acima de todo nome. Cristo recebeu do Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9b). Na Bíblia, o nome de uma pessoa expressa
seu caráter, missão e autoridade. Assista esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=IUoEHJaZFNs
Quando a
Escritura afirma que Cristo recebeu um nome sobre-excelente, está dizendo que nenhuma
autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Ef
1.21a). Isso significa que
Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal, e de todo título
que se possa conferir nessa era e no porvir (Ef 1.21b). Não existe poder algum que seja maior e nem igual ao
poder de Cristo (1Pe 3.22). Portanto, o nome de Jesus não é apenas um símbolo de fé, mas a fonte
real de toda autoridade espiritual. E Ele
delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as
forças do mal (Mc 16.17,18).
3. Soberania universal e retorno triunfal. A Escritura diz que todas as
criaturas se curvarão diante do nome de Jesus “para
que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da
terra” (Fp 2.10). Essa verdade
aponta para a plena soberania de Cristo (At 2.36).
A confissão universal de que “Jesus Cristo é o
Senhor” se dará de duas maneiras: voluntária,
por aqueles que creem e servem a Jesus como Salvador (Rm 10.9,10), e, compulsória, por aqueles que o rejeitaram, mas
que o reconhecerão em juízo (Rm 14.11; Fp 2.11).
Hebreus
completa a visão escatológica da soberania de Cristo, afirmando que Ele voltará
para levar para si os que o esperam (Hb 9.28). Essa vinda será em glória, poder e juízo (Mt 24.30).
Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele
voltará, triunfante, para buscar a sua Igreja e reinar eternamente (Jo 14.2,3;
Ap 11.15).
SINOPSE
III
A
exaltação gloriosa de Cristo manifesta sua soberania universal e assegura o
triunfo final da Igreja.
VERDADE PRÁTICA
A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação
gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.
APLICAÇÃO
"Pelo
sacrifício perfeito de Cristo, vivamos hoje em gratidão e
fidelidade, aguardando com esperança o Seu retorno triunfal."
CONCLUSÃO
A obra do Filho foi completa - da humilhação à
exaltação. Ele se humilhou para nos salvar, ofereceu-se em sacrifício vicário
para nos redimir e foi exaltado para governar eternamente. Como Igreja, somos chamados a viver
em comunhão com essa verdade, aguardando o retorno do nosso Senhor e Salvador.
Vivamos como servos daquEle que nos serviu com sua vida e nos salvou com seu
sangue.
REVISANDO
O CONTEÚDO
1. De acordo com a lição, o que
significa imitar a mente de Cristo?
Imitar a
mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo e viver em humildade, amor e
obediência.
2. A Obra Redentora do Filho está
fundamentada em quê, e qual é o resultado dela?
Está
fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai; o resultado é a nossa
salvação.
3. Por que o sacerdócio levítico
foi substituído pelo sacerdócio de Cristo?
Porque o
sacerdócio levítico era imperfeito e não removia os pecados; Cristo é o Sumo
Sacerdote perfeito.
4. O que a exaltação de Cristo ao
voltar para o Céu e assentar-se no trono, garante para nós?
Garante-nos
acesso à presença de Deus e intercessão contínua de Cristo.
5. O nome de Jesus é um símbolo de
fé, mas também uma fonte real de autoridade espiritual. O próprio Senhor
delegou à Igreja o uso de Seu nome com que finalidade?
Para curar,
libertar, pregar e vencer as forças do mal.
A Paz do Senhor Pastor Luiz Antonio. Aula abençoada, profunda e edificante. Que o Senhor Jesus continue te abençoando e dando GRAÇA par continuar essa obra.
ResponderExcluirA Paz do Senhor Pastor Luís Antônio. Aula abençoada e profunda. Deus abençoe a vida do irmão, família e ministério. Que o Senhor Espirito Santo continue a te capacitar nesse importante ministério.
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