Palavra-Chave: ACEITAÇÃO
Nossos tópicos de hoje são:
I.
A revelação de Deus aos gentios
II.
A salvação dos gentios
III. O Espírito derramado sobre os gentios
Objetivos da Lição
Mostrar que Deus incluiu os gentios em seu plano de salvação;
Ressaltar que a salvação é oferecida a todos os que creem em
Jesus, independentemente de sua origem étnica ou cultural;
Enfatizar a obra do Espírito Santo como confirmação do agir de
Deus entre os gentios, demonstrando que o Pentecostes não foi exclusivo dos
judeus.
TEXTO ÁUREO
“Respondeu, então, Pedro: Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo?” (At 10.47).
- Grego (Atos 10:47): baptisthēnai (βαπτισθῆναι) — forma passiva do verbo baptizō, que significa “batizar”, “imergir”.
- Hebraico equivalente: ṭābal (טָבַל) — verbo usado no Antigo
Testamento com o sentido de “mergulhar”, “imergir”.
- Teviláh (טְבִילָה) é o termo hebraico transliterado que
significa literalmente “imersão”.
- Ela deriva do verbo ṭābal (טָבַל), que significa “mergulhar” ou “submergir”.
No contexto judaico, teviláh é usada para descrever rituais de purificação com água, como os realizados no mikveh (banho ritual). É o equivalente mais próximo ao conceito de batismo no hebraico bíblico, embora o Novo Testamento use o grego baptisthēnai.
INTRODUÇÃO
Hoje, estudaremos sobre como a igreja judaica de Jerusalém deu um passo gigantesco quando foi chamada por Deus para compartilhar sua fé com pessoas de outras nações. O apóstolo Pedro foi divinamente escolhido para pregar as Boas-Novas da salvação aos gentios, o que na época não era aceitável. Atos 10 é uma das mais impressionantes histórias da Bíblia, onde fica evidente o grande amor e graça de Deus em salvar a todos aqueles que demonstrem fé na pessoa do seu bendito Filho, Jesus Cristo. Lucas destaca em seu livro que os gentios foram salvos e receberam o dom do Espírito da mesma forma que os judeus no Pentecostes.
NOTA: É possível identificar traços de etnocentrismo
nesse contexto. (Vídeo)
O que é etnocentrismo?
Etnocentrismo é a tendência de um grupo considerar sua própria
cultura, valores e práticas como superiores ou mais corretos do que os de
outros grupos. Isso
pode levar à rejeição, marginalização ou desvalorização de culturas diferentes.
Contexto bíblico e etnocentrismo
Na época do apóstolo Pedro, os judeus tinham uma forte
identidade cultural e religiosa, e muitos acreditavam que a salvação era
exclusiva para o povo judeu (Deus Tribal). A ideia de que os gentios
(não judeus) poderiam fazer parte do plano divino era vista com resistência.
- Pedro teve uma visão
divina (Atos 10) que o levou a entender que Deus não faz acepção de
pessoas.
- Mesmo assim, ele
enfrentou críticas da comunidade judaica cristã por ter entrado na
casa de Cornélio, um gentio, e pregado para ele.
- Isso revela um conflito cultural e religioso, onde a abertura para os gentios confrontava a visão etnocêntrica predominante.
Onde está o etnocentrismo?
- Na resistência
inicial dos judeus cristãos à ideia de que os gentios poderiam ser
salvos sem seguir os costumes judaicos (como a circuncisão).
- Na percepção de
superioridade cultural e religiosa que dificultava a aceitação de
outros povos como igualmente dignos da salvação.
Pedro, ao romper essa barreira, foi um agente de transformação que desafiou o etnocentrismo de sua época.
Deus tribal
A ideia de Deus como um “Deus
tribal” aparece em vários momentos do
Antigo Testamento, especialmente quando Ele se revela como o Deus
exclusivo de Israel — guiando, protegendo e
guerreando em favor desse povo específico. Esse conceito tem muito mais a ver com a mentalidade do
Povo do que com a de Deus.
Deus como “Deus Tribal” — o Deus de Israel
Esse conceito não significa que Deus seja limitado a uma tribo, mas que Ele se relaciona de forma especial com um povo específico, dentro de um contexto histórico e cultural.
Aqui
estão alguns exemplos:
1. Êxodo 6:7 (ARC)
“E vos tomarei por meu povo, e serei vosso Deus; e sabereis que
eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas do Egito.”
Deus se apresenta como exclusivamente ligado a Israel, com uma aliança direta e pessoal.
2. Deuteronômio 7:6 (ARC)
“Porque povo santo és ao Senhor teu Deus; o Senhor teu Deus te
escolheu, para que lhe fosses o seu povo especial, de todos os povos que há sobre a terra.”
Aqui vemos claramente o caráter tribal: Deus escolhe Israel dentre todas as nações.
3. Números 1 (ARC)
Deus ordena a Moisés que conte os homens de cada tribo
para formar os exércitos de Israel. Isso mostra uma organização tribal sob a
liderança divina.
4. 1 Samuel 17:45 (ARC)
“Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu
vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens
afrontado.”
Davi invoca Deus como o Deus dos exércitos de Israel, reforçando a ideia de um Deus que luta pelas tribos de seu povo.
Interpretação teológica
Esse “Deus tribal” é uma fase da revelação progressiva. Com o tempo, especialmente no Novo Testamento, Deus se revela como Deus universal, acessível a todos os povos — como vimos com Pedro pregando aos gentios.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos
10.1-8,21-23,44-48.
1
— E
havia em Cesareia um varão por nome Cornélio, centurião da coorte chamada
Italiana,
2
— piedoso
e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e,
de contínuo, orava a Deus.
3
— Este,
quase à hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se
dirigia para ele e dizia: Cornélio!
4
— Este,
fixando os olhos nele e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E o anjo lhe
disse: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de
Deus.
5
— Agora,
pois, envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro.
6
— Este
está com um certo Simão, curtidor, que tem a sua casa junto do mar. Ele te dirá
o que deves fazer.
7
— E,
retirando-se o anjo que lhe falava, chamou dois dos seus criados e a um piedoso
soldado dos que estavam ao seu serviço.
8
— E,
havendo-lhes contado tudo, os enviou a Jope.
21
— E,
descendo Pedro para junto dos varões que lhe foram enviados por Cornélio,
disse: Sou eu a quem procurais; qual é a causa por que estais aqui?
22
— E
eles disseram: Cornélio, o centurião, varão justo e temente a Deus e que tem
bom testemunho de toda a nação dos judeus, foi avisado por um santo anjo para
que te chamasse a sua casa e ouvisse as tuas palavras.
23
— Então,
chamando-os para dentro, os recebeu em casa. No dia seguinte, foi Pedro com
eles, e foram com ele alguns irmãos de Jope.
44
— E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito
Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
45
— E
os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se
derramasse também sobre os gentios.
46
— Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus.
47
— Respondeu,
então, Pedro: Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam
batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo?
48 — E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então, rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.
NOTA: (Atos 10:46) - Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus.
(Atos
2:4) E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas,
conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
Texto em Grego Bíblico
ἤκουον
γὰρ αὐτῶν λαλούντων
γλώσσαις καὶ μεγαλυνόντων τὸν Θεόν.
Transliteração
Ēkouon
gar autōn lalountōn
glōssais kai megalynontōn ton Theon.
Que línguas são essas?
O termo γλώσσαις (glōssais) significa literalmente “línguas” ou “idiomas”. No contexto de Atos 10, Pedro está pregando aos gentios na casa de Cornélio, e o Espírito Santo desce sobre eles. Eles começam a falar em línguas e a magnificar a Deus — exatamente como aconteceu com os judeus no Pentecostes (Atos 2).
O
Novo Testamento utiliza principalmente dois termos gregos para “línguas”:
Glōssa - Idioma, linguagem, ou
órgão da fala
Dialektos - Dialeto ou língua
específica de um povo
Isso indica que:
- São
línguas reais e inteligíveis, como em Atos 2, onde os ouvintes entendem os
idiomas estrangeiros.
- O fenômeno serve como sinal visível da inclusão dos gentios na comunidade da fé, mostrando que receberam o Espírito Santo da mesma forma que os judeus.
Obs: As línguas
são um dom espiritual que confirma a ação divina. Pedro até diz em Atos 10:47: “Pode alguém recusar a água do
batismo aos que receberam o Espírito Santo como nós?”
Comparando Atos 2:4 e Atos 10:46
Atos
2:4 (transliteração do grego)
Kai eplēsthēsan hapantes pneumatos hagiou kai ērxanto lalein heterais glōssais
kathōs to pneuma edidou apophthengesthai autois.
“E todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas,
conforme o Espírito lhes concedia que falassem.”
Atos
10:46 (transliteração do grego)
ēkouon gar autōn lalountōn glōssais kai megalynontōn ton theon.
“Pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus.”
É a mesma manifestação espiritual?
Sim, trata-se do mesmo fenômeno espiritual: o derramamento do Espírito Santo acompanhado pelo falar em línguas. Em ambos os casos, as línguas são uma evidência sobrenatural de que o Espírito Santo foi concedido. Pedro até confirma isso em Atos 10:47, dizendo que os gentios receberam o Espírito “como também nós/os judeus”.
As línguas são as mesmas?
Provavelmente
sim, mas com nuances:
· Em Atos 2, as línguas eram reconhecíveis por estrangeiros como idiomas humanos (grego, árabe, etc.), o que servia como sinal evangelístico.
· Em Atos 10, o texto não especifica se eram línguas humanas ou espirituais, mas o foco está na exaltação a Deus, o que sugere que o conteúdo era compreensível ao menos para os ouvintes judeus presentes, já que estes “... os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus.”
Obs: Como saberiam que os
gentios estavam “magnificando a Deus se não estivessem entendendo!?
Os dois episódios mostram que o dom de
línguas tem funções diferentes: em Atos 2 é sinal
para os incrédulos, em Atos 10, 46 é expressão de louvor, e confirmação
da presença do Espírito.
I. A REVELAÇÃO DE DEUS AOS GENTIOS
1. A visão de Cornélio. Cornélio, um centurião romano da cidade de Cesareia, orava por volta das três horas da tarde quando teve uma revelação de Deus. Ele viu um anjo de Deus (At 10.3). Não é incomum, nas Escrituras, Deus se revelar por meio de anjos. Contudo, essa revelação se distingue de outras por causa de seu propósito: a inclusão dos gentios à Igreja do Senhor. Cornélio era um homem que tinha desejo de salvação, pois mesmo sendo um gentio, era piedoso e temente a Deus com toda a sua casa (At 10.2). No entanto, isso não era suficiente para salvá-lo. Ele precisava ouvir a mensagem da cruz e o anjo de Deus estava ali para instruí-lo a como fazer. Não sendo a pregação do Evangelho missão para um anjo, Cornélio foi instruído a chamar o Apóstolo Pedro para fazer isso (At 10.22).
2. A experiência espiritual de Pedro. Como Cornélio, Pedro também teve uma revelação (At 10.10). Pedro teve uma experiência espiritual com visão e revelação divina, que o deixou perplexo (At 10.11,12). Deus sabia do impacto que a missão na casa do gentio Cornélio teria sobre as convicções de Pedro e, por isso, por meio dessa experiência espiritual, o prepara para o que viria pela frente. Pedro levaria as Boas-Novas do Evangelho a um povo que, para ele, estava excluído do plano de salvação de Deus. Ele sentiu o caráter excepcional dessa revelação e achou por bem levar consigo outros seis irmãos judeus naquela missão (At 10.23; 11.12; 15.7).
3. A urgência da pregação do Evangelho. Deus ainda pode revelar a alguém o seu plano salvador de forma excepcional, inclusive usando anjos eleitos, como fez na casa de Cornélio. Contudo, essa não é a maneira usual do Senhor trabalhar. A partir da verdade bíblica de que Deus quer salvar a todos (1Tm 2.4), a igreja deve levar adiante a grandiosa missão de pregar o Evangelho a toda criatura (Mc 16.15). Paulo afirmou que Deus achou por bem salvar os que creem por meio da pregação (1Co 1.21). Devemos, portanto, pregar. Não é preciso ninguém ficar esperando um anjo comissioná-lo a pregar o Evangelho. Deus já fez isso.
SINOPSE
I
Deus revelou seu plano de salvação a Cornélio e preparou Pedro para anunciar o Evangelho aos gentios.
II. A SALVAÇÃO DOS GENTIOS
1. Pregação aos gentios. Pedro recebeu a missão de pregar para Cornélio e sua casa (At 11.14). Sua pregação é totalmente cristocêntrica, sempre apontando para a cruz de Cristo. Assim, podemos perceber alguns eixos principais que sua mensagem percorria. Primeiramente, Deus ama a todos (At 10.34). Todas as pessoas, quer judeus quer gentios, são objeto do amor de Deus. Em segundo lugar, Deus quer salvar a todos (At 10.35). Deus não somente ama a todos, mas quer salvar a todos. Pedro agora reconhece que a salvação não é apenas para os judeus que guardam a Lei, mas também para todo aquele que em qualquer nação o “teme”/(quebra do etnocentrismo. Em terceiro lugar, Cristo é o Senhor de todos (At 10.36). Cristo é o centro do Evangelho. Ele é o eixo ao qual todas as bênçãos espirituais estão ligadas. Estar em Cristo é estar salvo; não estar em Cristo é não estar salvo!
2. A conversão dos gentios. A
mensagem da cruz é um chamado ao arrependimento (At 10.43). Todos os que, arrependidos, creem em Cristo, serão perdoados,
e salvos. Na sua soberania e graça, Deus havia incluído no seu plano de
salvação todos os não judeus que, arrependidos, professariam o nome do Senhor
Jesus. Ninguém é salvo à força; é preciso crer em Cristo para receber a
salvação. Tanto judeus quanto gentios necessitam se arrepender para ser salvos.
Os judeus acreditavam que
o privilégio da salvação era exclusividade deles e que, portanto, os gentios
estavam excluídos. O Criador havia mostrado que isso era um erro.
Posteriormente, os judeus convertidos reconheceram maravilhados que Deus, por
meio do arrependimento, abriu a porta da fé para os gentios (At 11.18).
Portanto, Ele salvou os gentios que demonstraram fé em Jesus e se arrependeram
de seus pecados.
SINOPSE
II
A mensagem de Pedro mostrou que todos, judeus e gentios, são chamados à salvação pela fé em Cristo.
III. O ESPÍRITO DERRAMADO SOBRE OS GENTIOS
1. O Espírito prometido. O batismo no Espírito Santo experimentado pelos gentios na casa de Cornélio (At 10.44-46) foi um dos fatos mais marcantes dos dias da Igreja Primitiva. Anos mais tarde, durante o primeiro Concílio da Igreja em Jerusalém, Pedro faz referência a esse fato como sendo uma das promessas feitas por Deus aos gentios (At 15.16). Assim, o recebimento do Espírito Santo, incluindo a experiência pentecostal do batismo no Espírito Santo, era a “bênção de Abraão” feita aos gentios (Gl 3.14). Pedro já havia dito, citando a profecia do profeta Joel (Jl 2.28), que o batismo no Espírito Santo era uma promessa de Deus a “toda carne” (At 2.17). A promessa, portanto, não se limitava mais aos judeus, nem tampouco a uma classe especial (reis, profetas e sacerdotes), mas a todos quantos nosso Deus chamar (At 2.39). Eu, você e todos os que creem em Cristo somos contemplados com essa promessa de Deus.
2. O Espírito recebido. Como vimos, logo após os gentios terem “recebido a Palavra de Deus” (At 11.1) e se convertido à fé cristã, o Espírito Santo foi derramado sobre os de Cesareia: “E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios” (At 10.45). Esse derramamento do Espírito veio acompanhado pela evidência física do falar em outras línguas e expressões de louvor, que aparece aqui como um padrão já aceito pela comunidade cristã: “Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus” (At 10.46).
3. Um pentecoste “visto” e “ouvido”. Posteriormente, quando questionado e censurado por outros judeus por ter ido à casa de um gentio em Cesareia, Pedro usou a experiência pentecostal ocorrida na casa de Cornélio como argumento a favor da autenticidade da fé gentílica. Na argumentação de Pedro, os gentios haviam recebido a mesma experiência pentecostal que eles haviam recebido no dia de Pentecostes (At 2.4), inclusive com a manifestação do fenômeno das línguas (At 11.15-18). Em outras palavras, o Pentecostes gentílico, assim como o Pentecostes judaico, foi marcado pela experiência do Espírito. Em ambos os casos, foi um Pentecostes “visto” e “ouvido”.
NOTA: A mudança semântica do termo Pentecoste:
Origem
e significado original
- O termo Pentecoste
vem do grego "pentēkostē", que significa "quinquagésimo".
- Era originalmente uma festa judaica chamada Shavuot, celebrada 50 dias após a Páscoa, marcando o fim da colheita do trigo e a entrega da Torá no Sinai.
Mudança
semântica no cristianismo
- No Novo Testamento, Pentecoste
passou a designar o dia em que o Espírito Santo desceu sobre os
apóstolos (Atos 2).
- A partir daí, o termo
ganhou um novo sentido teológico: deixou de ser apenas uma festa
agrícola e passou a representar o nascimento da Igreja Cristã e o
início da missão evangelística.
SINOPSE
III
O
Espírito Santo foi derramado sobre os gentios como confirmação divina de que
eles também fazem parte da Igreja
VERDADE PRÁTICA
O episódio da igreja hebreia na casa do gentio Cornélio demonstra que Deus não faz acepção de pessoas.
APLICAÇÃO: A lição nos convida a que tenhamos corações abertos à direção do Espírito e dispostos a acolher todos aqueles que Deus chama para o seu Reino.
CONCLUSÃO
A graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todas as pessoas (Tt 2.11). A missão da igreja na casa do gentio Cornélio mostra como o amor de Deus pode alcançar todas a pessoas, independentemente de cor e raça, que abrem o seu coração à poderosa mensagem da cruz. Aqui também vemos que a fé evangélica não é algo subjetivo, mas marcada pela ação e presença real do Espírito Santo na vida daquele que crer.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. De acordo com a lição,
qual era o propósito da revelação feita a Cornélio?
A
inclusão dos gentios à Igreja do Senhor.
2. Para quem Pedro
levaria o Evangelho?
Pedro
levaria as Boas-Novas do Evangelho a um povo a quem para ele estava excluído do
plano salvífico de Deus.
3. De acordo com a lição,
quais são os principais eixos que podemos perceber na pregação de Pedro na casa
de Cornélio?
Deus
ama a todos, quer salvar a todos e Cristo é o Senhor de todos.
4. Segundo a lição, qual
foi um dos fatos mais marcantes da Igreja Primitiva?
O
Batismo no Espírito experimentado pelos gentios na casa de Cornélio.
5. O que marcou o
Pentecostes Gentílico?
Foi
marcado pela experiência do Espírito. Em ambos os casos, foi um Pentecostes
“visto” e “ouvido”.