INTRODUÇÃO
Vivemos tempos marcados por ideologias materialistas
que negam a existência da alma e sua responsabilidade moral, então é urgente e necessário reafirmar uma verdade eterna: o ser humano foi criado à imagem
de Deus, dotado de uma alma imortal, chamada à santificação e ao relacionamento com o
Criador. Esta lição é um
convite a mergulhar no mistério da alma humana, sua natureza imaterial, seus
atributos singulares e seu papel essencial na comunhão com Deus e com o
próximo.
Na primeira lição apresentamos um conceito preliminar da alma, demonstrando seu lugar na tríplice constituição do homem. Vimos que, junto do espírito e inseparável dele, a alma compõe a parte imaterial ou espiritual do ser humano, que o torna uma pessoa, criado à imagem de Deus. Ensinar sobre a alma é mais do que doutrina — é proclamar que há algo eterno em nós, algo que clama por Deus.
Objetivos da Lição:
Fazer os alunos compreenderem que
a alma é a sede das emoções, da razão e da vontade;
Demonstrar aos alunos, com
base bíblica, que a alma é uma parte imaterial e imortal do ser humano,
capacitando-os a refutar visões materialistas;
Conscientizar os alunos da necessidade de cultivar uma alma saudável por meio da oração, da meditação na Palavra de Deus e de hábitos santos.
Palavra-Chave: ALMA
TEXTO ÁUREO
“E não temais os
que matam o corpo e não
podem matar a
alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma
e o corpo.” (Mt 10.28).
Kaí mí foveísthe apó
tón apoktennónton tó sóma,
tín dé psychín mí dynaménon
apokteínai: foveísthe dé mállon tón dynámenon kaí psychín kaí sóma apolésai en
geénni.
Texto em Grego
(Mateus 10.28)
Καὶ μὴ φοβεῖσθε ἀπὸ
τῶν ἀποκτεννόντων τὸ σῶμα, τὴν δὲ ψυχὴν μὴ δυναμένων ἀποκτεῖναι· φοβεῖσθε δὲ μᾶλλον
τὸν δυνάμενον καὶ ψυχὴν καὶ σῶμα ἀπολέσαι ἐν γεέννῃ.
Texto
Transliterado
Kai mē
phobeisthe apo tōn apoktennóntōn to sōma, tēn de psychēn mē dynaménōn
apokteínai; phobeisthe de mallon ton dynámenon kai psychēn kai sōma apolésai en
Geénnē.
(veja o que transliteração nesse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=1M0LrM3O7EI)
NOTA:
O que o texto áureo de Mateus 10.28 ensina é que o verdadeiro temor não deve estar voltado aos homens, que só podem causar dano físico (ao corpo), mas a Deus, que tem autoridade sobre a alma e o destino eterno.
Temos algumas palavras-chave
1. "Temais" / "Temei" - Grego: phobeisthe (φοβεῖσθε): Ter medo, reverenciar, respeitar
profundamente.
Aqui, Jesus contrapõe dois tipos de temor: o medo humano (inadequado) e o temor reverente a Deus (necessário).
2. "Matam o corpo" - Grego: apokteinonton
to sōma (ἀποκτεινόντων τὸ σῶμα): “os que
matam o corpo” — apokteinónton vem de apokteinō, “matar”; sôma é “corpo físico”.
Os homens podem causar dano físico, mas não espiritual.
3. "Fazer perecer" - Grego: apolesai
(ἀπολέσαι): causar ruína eterna.
Se refere ao juízo divino (à condenação eterna), não apenas à morte física.
5. "Inferno" - Grego:
Geennan (γέενναν): Geena,
lugar de punição eterna, associado ao juízo final.
Para entender completamente o sentido de Geena assista nossa Série – O Inferno Nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=QfU_HAPleVA&list=PLjA2M5dOD0nB7nj0mIl4nH6VQfPpMYzVK&pp=gAQB
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 1.27,28; 2.15-17; Mateus
10.28.
Gênesis 1
27 — E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou;
macho e fêmea os criou.
28 — E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e
multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do
mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a
terra.
Gênesis 2
15 — E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o
lavrar e o guardar.
16 — E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do
jardim comerás livremente,
17 — mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás;
porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Mateus 10
28 — E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.
I. ATRIBUTOS DA ALMA
1. De volta ao Gênesis. A parte imaterial do ser humano é o que mais o diferencia dos animais, como bem evidenciado na criação “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.” (Gn 2.7). O homem é um ser pessoal, criado à imagem de Deus (https://www.youtube.com/watch?v=5_v_1x6bdGo) , com autoconsciência e autodeterminação. O Criador o fez seu representante, dando-lhe poder de governo sobre toda a obra criada (Sl 8.3-6)(ENOSH): “[...] enchei a terra, e sujeita-a; e dominai [...]” (Gn 1.28). Sua capacidade de administração, compreensão e decisão moral é resultado do caráter consciente e autônomo da sua alma. Isso é exemplificado originalmente na aptidão de lavrar e guardar o jardim (Gn 2.15), discernir entre o certo e o errado e fazer escolhas (Gn 2.16,17) e dar nomes aos animais (Gn 2.19). A parte afetiva do homem é demonstrada na afirmação divina da necessidade de uma companheira e na expressão de satisfação de Adão ao receber Eva, que alguns eruditos consideram ser a primeira composição poética da história humana (Gn 2.18,23).
2. Entre o espírito e o corpo. A alma do homem é sua personalidade, o que faz dele pessoa. Seus três principais atributos são: emoção ou sentimento, razão ou intelecto e volição ou vontade. A alma, é, portanto, a sede dos afetos, raciocínio, impulsos, desejos e decisões. O ser humano emprega esses atributos em sua comunicação com Deus e com o mundo físico, principalmente seus semelhantes. Para ter comunhão com Deus, a alma serve-se do espírito. Para se comunicar com o próximo, o veículo é o corpo e seus órgãos sensoriais (pele, olhos, ouvidos, nariz, boca). Pode-se dizer, então, que a alma funciona entre o espírito, que se conecta com Deus, e o corpo, que se conecta com o mundo físico. O cântico de Maria, na casa de sua prima, Isabel, é uma típica cena dessa tríplice interação e comunicação “46Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,” (Lc 1.46,47).
3. A alma abatida. Os afetos da alma em
relação a Deus são vistos na poesia do Salmo 42, quando o salmista conversa
consigo mesmo: “Por que
estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus,
pois ainda o louvarei na salvação da sua presença” (Sl 42.5). O contexto
indica que o autor experimentava aflição espiritual e alguma crise em sua
comunhão com Deus (vv.4,9; 43.2), por isso sua alma estava entristecida e
suspirava: “A minha alma
tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face
de Deus?” (Sl 42.2). O Salmo 84.2 também
ilustra essa função da alma, assim como o Salmo 51, no qual Davi fala de
sua tristeza e do anseio por um espírito reto, voluntário e renovado, o que
devolveria alegria à integralidade de seu ser (Sl 51.7-12).
SINOPSE I
A alma é a sede
das emoções, da razão e da vontade, expressando a personalidade humana criada à
imagem de Deus.
AMPLIANDO O CONHECIMENTO - ASPECTO DO SER HUMANO
A alma (heb. nephesh; gr. psychē), frequentemente traduzida como ‘vida’, pode ser brevemente definida como a parte não material do ser humano, que resulta da união de corpo e espírito. Ela inclui a mente, as emoções e o livre-arbítrio. Juntamente com o espírito humano, a alma continuará a viver quando a pessoa morrer fisicamente. [...] A alma está tão intimamente conectada à personalidade interior que o termo é usado, às vezes, como sinônimo de ‘pessoa’.
II. A NATUREZA DA ALMA: IMATERIALIDADE E IMORTALIDADE
1. Distinção de substâncias. O texto de
Mateus 10.28 (Texto
Áureo) é um
excelente fundamento para o estudo da alma como parte da natureza imaterial do
ser humano. “E não temais os que matam o
corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no
inferno a alma e o corpo.” (Mt 10.28).
Nesse versículo Jesus expõe a clara distinção de
substâncias entre as partes material e imaterial do homem: uma tangível (o corpo, que pode perecer
por ação humana), outra intangível (a alma, que não
pode ser destruída pelo homem). Nesse
ponto é importante observar que em vários textos das Escrituras a parte
imaterial é representada ora pela alma, ora pelo espírito (Ec 12.7; Tg 2.26; Ap
6.9). Os termos são
intercambiáveis porque espírito e alma não se separam!
NOTA: A alma é imortal, mas não no sentido estrito como Deus é imortal. Como foi criada, caso Deus queira, pode matá-la, destruí-la. Já Deus não pode ser morto ou destruído por ninguém. Por isso... “ele só, tem a imortalidade... 1Timóteo 6:16 (ARC)
2. Imaterialidade e responsabilidade pessoal. Ao tratar do perecimento da
alma e do corpo no Inferno, Jesus refuta as
concepções antropológicas materialistas existentes desde a Antiguidade.
Em tempos modernos temos o marxismo, que prega que o homem se resume à
matéria, ignorando a existência de uma alma consciente após a morte
(Lc 16.19-31). Essa ideologia ateísta nega a pecaminosidade e a
responsabilidade moral do indivíduo. Considera que o mal é estrutural; que a
culpa é da sociedade; que as pessoas individualmente são vítimas de estruturas
opressoras. Identificam pecados sociais, mas não individuais. Esse engano
desconsidera a necessidade de arrependimento, conversão e salvação pessoal e
mantém as almas de seus adeptos no caminho da perdição eterna (At 3.19; Jo
17.3). Toda ideologia que promete soluções absolutas para os problemas do homem
por meio de doutrinas sociais, políticas ou econômicas incorre no mesmo erro
(Pv 4.12,27; At 4.12).
NOTA: O Marxismo
·
Ideologia: Religião existe para
justificar as condições sociais e materiais. A
religião foi criada para oferecer consolo (promessa de recompensa no além,
resignação diante da dor), então é ferramenta de manobra.
·
Ópio
do povo: Consola o sofrimento, mas desvia da causa real — a
exploração.
·
Função
social: Legitima
a ordem vigente e desigualdades.
·
Superestrutura: Parte da superestrutura
moldada pela base econômica. É um produto histórico e social para controle
das massas.
·
Alienação: Ao superar a exploração, a
religião tende a perder sua função e desaparecer. Não tem função como na
concepção cristã – salvar e religar a Deus.
Em suma: no marxismo, a religião é vista como alienação
social e instrumento de manutenção da ordem,
ligada às condições materiais da vida.
Em lugar de perecimento no inferno, é melhor
usar condenação ao inferno. Por que as definições de “perecer” segundo alguns dos
principais dicionários de língua portuguesa não refletem o que acontecerá com os condenados ao inferno, já
que “perecer” significa: extinguir-se, deixar de ser ou de existir;
deixar de ser ou de existir; extinção.
De acordo com a
doutrina cristã o inferno é eterno e o “ser humano (corpo/alma/espírito)
continuará a existir nele para sempre. Vessa essa Série O Inferno: https://www.youtube.com/watch?v=QfU_HAPleVA&list=PLjA2M5dOD0nB7nj0mIl4nH6VQfPpMYzVK&pp=gAQB
Etimologia: a palavra vem do latim perescĕre, frequentativo de perīre, que significa “morrer”.
3. Materialismo e teologia. A visão materialista da natureza humana vai além das
questões político-ideológicas. Afeta também a teologia, principalmente
quanto à missão da Igreja, a ortopraxia,
isto é, a prática correta. No campo
católico, inspira a Teologia da Libertação. No protestantismo, a Teologia da Missão Integral. Ambas se
alimentam de concepções socioeconômicas e políticas comuns ao marxismo, que
busca tirar Deus do cenário humano e instigar as lutas de classes. Toda
negação da condição pecaminosa do homem é, no mínimo, um ateísmo prático,
independentemente do viés que assuma (Lm 3.39; Tt 1.16). Algumas correntes
teológicas contemporâneas reinterpretam as Escrituras com base em vertentes da
teologia da libertação, e compartilham do mesmo campo de distorção e confusão
espiritual (Lc 11.17; 1Co 14.33). Conflitam com a sã doutrina, que é essencial
para a salvação da alma (1Tm 4.6,16; 2Tm 4.1-3).
NOTA:
A Teologia da Libertação pode ser definida como um
movimento teológico cristão surgido na América Latina, na década de 1960, que interpreta a fé e a mensagem do
Evangelho a partir da realidade dos pobres e oprimidos, entendendo a prática religiosa
como inseparável do compromisso político e social pela justiça, de modo
que a salvação não se limita ao plano espiritual,
mas inclui a libertação concreta das estruturas de exploração e desigualdade.
A
Teologia da Missão Integral pode ser definida como uma
abordagem teológica cristã que entende a missão da igreja como abrangente,
integrando a pregação do Evangelho com a ação social, de modo que
anunciar a fé implica também promover justiça, transformação das
estruturas sociais e cuidado com os necessitados, inspirada especialmente pelo Pacto
de Lausanne (1974) e consolidada como uma das principais correntes
missionárias do cristianismo contemporâneo.
SINOPSE II
A alma é imaterial e imortal, distinta do corpo, e continuará existindo após a morte, sendo responsável diante de Deus.
AUXÍLIO TEOLÓGICO - “A ALMA DO HOMEM NÃO ESTÁ NO SANGUE
Quando a Bíblia, em Levítico 17.11, afirma: ‘a alma da carne está no sangue’, a palavra ‘alma’ está sendo usada como sinônimo de ‘vida’. Gênesis 9.4: ‘A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis’. A ideia de que o sangue significa a alma do homem, abre a porta para muitas contradições. Vejamos o texto de Apocalipse 6.9,10: ‘E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?’. Se a alma fosse a mesma coisa que o sangue, como então as almas poderiam estar no Paraíso, debaixo do altar, uma vez que o seu sangue havia sido derramado sobre a terra?” Se quiser entender isso de forma definitiva assista essa aula: https://www.youtube.com/watch?v=Zc_voD1WgRM
III. ALMA RENOVADA E SUBMISSA A DEUS
1. Edificação e saúde. A estabilidade de nossa vida cristã e nosso destino eterno dependem de como cuidamos de nossa alma (Lc 12.13-21). A oração é um meio eficaz para nos livrar da ansiedade, um transtorno de dimensão global (Fp 4.6; 1Pe 5.7). Deus nos dá sua paz e protege nossas emoções e pensamentos (Fp 4.7); e nos guia no caminho de sua vontade (Cl 3.15). Nossa parte é alimentar nossa mente apenas com o que edifica (Fp 4.6-8). O que falamos? O que ouvimos? O que lemos? O que vemos? Nossos hábitos diários determinam a saúde de nossa alma (Sl 1.1).
2. Purificação e renovação. Quanto aos cuidados da alma, a Bíblia nos adverte dos maus pensamentos (Mt 15.19), dos desejos impuros e perversos (Tg 1.14,15; Pv 21.10) e das intenções e inclinações malignas (1Pe 2.1; Nm 21.5). Devemos purificar e renovar nossa alma (1Pe 1.22; Ef 4.23,24), para que sejamos transformados e experimentemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.2), vivendo em santidade e temor (Dt 4.15; Js 23.11-13).
SINOPSE III
A alma precisa ser purificada e renovada continuamente para viver em santidade e comunhão com a vontade divina.
APLICAÇÃO - "Criados à imagem de Deus,
vivamos em santidade e responsabilidade."
Como seres criados à imagem de Deus, com alma imortal, somos chamados a viver em santidade e responsabilidade diante do Criador. Cuidar da alma é essencial para nossa salvação e comunhão com Deus.
VERDADE PRÁTICA - Cuidar da alma garante vida cristã
estável e eternidade feliz.
Cuidar da alma é uma atitude fundamental para uma vida cristã estável e uma eternidade de alegria e paz.
CONCLUSÃO - Santificação exige rejeitar pecados e manter a
alma sempre pura.
O cristão precisa viver em plena santificação, o que inclui a contínua rejeição de pensamentos, sentimentos e desejos pecaminosos, mantendo pura a sua alma (1Pe 1.22; 1Jo 1.7). Atribui-se a Lutero a frase que diz: “Não podemos impedir que os pássaros voem sobre as nossas cabeças, mas podemos impedir que eles façam ninhos sobre elas”.
REVISANDO O
CONTEÚDO
1. O que é o homem, segundo a lição?
O homem é um ser
pessoal, criado à imagem de Deus, com autoconsciência e autodeterminação.
2. Quais os principais atributos da alma?
Seus três
principais atributos são: emoção ou sentimento, razão ou intelecto e volição ou
vontade.
3. Como os atributos da alma são empregados na relação do homem com
Deus e com seus semelhantes?
Para ter
comunhão com Deus, a alma serve-se do espírito. Para comunicar-se com o
próximo, o veículo é o corpo e seus órgãos sensoriais (pele, olhos, ouvidos,
nariz, boca).
4. Como a imaterialidade e a imortalidade da alma são demonstradas
no texto de Mateus 10.28?
Em primeiro
lugar Jesus expõe a clara distinção de substâncias entre as partes material e
imaterial do homem: uma tangível (o corpo, que pode perecer por ação humana),
outra intangível (a alma, que não pode ser destruída pelo homem).
5. No que resulta a visão materialista da natureza humana na
ideologia marxista?
Em tempos
modernos temos o marxismo, que prega que o homem se resume à matéria, ignorando
a existência de uma alma consciente após a morte (Lc 16.19-31). Essa ideologia
ateísta nega a pecaminosidade e a responsabilidade moral do indivíduo.