INTRODUÇÃO
Já estudamos sobre o corpo e a alma. Nesta lição, vamos
estudar sobre o espírito
humano como o centro
da vida, segundo a revelação bíblica. Veremos como essa parte da
natureza humana, criada por Deus, nos permite verdadeira comunhão com Ele. Aprofundaremos a distinção entre
espírito e alma, e destacaremos o papel do espírito humano na santificação e
adoração.
OBJETIVOS
DA LIÇÃO
Expor que o
espírito humano foi dado por Deus como parte essencial da natureza humana,
capacitando o ser humano a ter comunhão com o Criador.
Enfatizar que o
pecado pode se enraizar no espírito, gerando pecados como soberba e inveja.
Mostrar que a regeneração espiritual é a base para uma vida de adoração genuína, “em espírito e em verdade”.
PALAVRA-CHAVE: ESPÍRITO
TEXTO
ÁUREO
“Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda
a terra, e que forma o
espírito do homem dentro dele.” (Zc 12.1).
Massá DEVAR Adonai al-Yisra'el, ne'um Adonai,
notê shamayim ve-yosed arets, ve-yotser ruach ha-adam beqirbo. (Zc 12.1).
Significado pra você decorar:
• Massa
devar Adonai –
“Peso da palavra do
Senhor” (massa = oráculo, carga profética)
• al-Yisra'el
– “sobre Israel”
• ne'um
Adonai – “declara o Senhor”
• noteh
shamayim – “aquele que estende os céus”
• ve-yosed
erets – “e que funda a terra”
• ve-yotser
ruach ha-adam be-qirbo – “e que forma o espírito do homem dentro dele”
Esse versículo mostra o poder criador de Deus em três dimensões:
CÓSMICA (estende o céu),
TERRENA (funda a terra) e
ESPIRITUAL (forma o espírito do homem dentro dele).
(Vídeo interessante sobre a diferença entre os termos “Davar e Millá”: https://www.youtube.com/watch?v=swoVO8KdoWE&list=PLjA2M5dOD0nAzd-Urr8uQuMyxU3kpejPQ&index=8&pp=gAQBiAQB )
NOTA:
Texto Hebraico Transliterado de
Zacarias 12:1
Masá devar YHWH al-Yisra’el, ne’um YHWH, notê shamayim veYosed arets veYotser ruach ha’adam beqirbo.
Etimologia e Significado das
Palavras-Chave
- (VeYotser) – do verbo yatsar, que significa formar, moldar, dar forma. É o mesmo verbo usado em
Gênesis 2:7 quando Deus “formou” o homem do pó da terra. Revela uma obra artesanal, como um oleiro moldando o
barro.
- (Ruach) – traduzido como espírito, também pode
significar vento, sopro, fôlego.
No contexto bíblico, ruach é a vida, a consciência, e a
dimensão espiritual do ser humano. É o princípio vital dado por
Deus ao homem.
- (Adam) – significa homem ou ser humano. Refere-se à humanidade
em geral, não apenas ao indivíduo. (veja o vídeo “4 tipos de homem no hebraico” - https://www.youtube.com/watch?v=7s3vjM4ssVE&pp=0gcJCQMKAYcqIYzv )
- (Beqirbo) – literalmente dentro dele. Vem da raiz qerev, que significa interior, entranhas, centro. Indica que o espírito não é algo externo, mas está profundamente enraizado no ser humano.
Essa parte do versículo revela que Deus não apenas criou o universo
físico (céus e terra), mas também é o autor da dimensão espiritual do ser
humano.
Ele molda o ruach/espírito
no qerev/Interior do adam/homem — ou seja, forma o espírito no íntimo do homem, dando-lhe identidade, consciência e capacidade
de se relacionar com o divino.
Esse versículo mostra a soberania de Deus sobre todas as
esferas da existência: cósmica, terrena e espiritual.
O uso de yatsar/ formar, moldar, dar forma sugere intenção e cuidado, como um artista moldando sua obra-prima.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE - Gênesis 2.7; Eclesiastes 12.7; Zacarias 12.1; João 4.24.
Gênesis
2
7 — E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus
narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
Eclesiastes
12
7 — e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que
o deu.
Zacarias
12
1 — Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala
o Senhor, o que
estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.
João
4
24 — Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em
espírito e em verdade.
I.
O SOPRO DIVINO: A CONCESSÃO DO ESPÍRITO
1.
O fôlego da vida. Feito de uma matéria pré-existente, o pó da terra, o corpo
humano estava inerte até receber o sopro divino (o fôlego da vida), ato pelo
qual Deus deu ao homem o espírito e o tornou alma vivente (Gn 2.7). Vayyitser Adonai Elohim
et-ha’adam afar min-ha’adamah, vayippach be’apav nishmat chayyim; vayhi ha’adam
le-nefesh chayyah.
Até então, toda a Criação havia
sido feita mediante o emprego de ordens verbais: “Haja”, “Ajuntem-se”,
“Produza” (Gn 1.3-11).
(Assista o vídeo “As 4 palavras da criação - https://www.youtube.com/watch?v=TXx-SD6w9cQ )
O homem, contudo,
recebeu vida por uma comunicação especial: o elemento espiritual soprado por
Deus. A matéria recebeu
vida espiritual consciente, constituída de espírito e alma. O espírito é a parte imaterial através da qual
estabelecemos nossa comunhão com o Criador. A vida que o espírito recebe de Deus é por Ele
transmitida à alma. Esta, por sua vez, a expressa por meio do corpo.
Portanto, o espírito é o âmago, a parte mais profunda e íntima do ser humano,
entranhado com a alma e inseparável dela.
Aula Vida – Explicação em grego, hebraico e latim: https://www.youtube.com/watch?v=uzous6tUqQY
2.
A singularidade do espírito. Alma e espírito são mencionados ao longo do Antigo e do
Novo Testamento como componentes imateriais distintos. Zacarias 12.1
diz que Deus “forma o espírito do homem dentro dele”.
NOTA:
Zacarias 12:1
Hebraico Bíblico Transliterado:
Masá devar YHWH al-Yisra’el, ne’um YHWH, notê shamayim veYosed arets
veYotser ruach ha’adam beqirbo.
Versão ARC (Almeida Revista e
Corrigida):
Zacarias 12:1
Peso da palavra do SENHOR sobre Israel. Fala o SENHOR, que estende os céus,
e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.
Jó faz referência ao corpo (representado pela boca), ao espírito e à
alma (Jó 7.11).
11Por
isso, não reprimirei a minha
boca;
falarei na angústia do meu
espírito;
queixar-me-ei na amargura da minha
alma. (Jó 7.11)
Há, também, o bem conhecido texto de Eclesiastes 12.7: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”. O retorno do espírito para Deus (do salvo) se dá junto com a alma, consciente das ações humanas, boas ou más (Lc 16.22-25; Ap 20.4). Neste texto, como em outros, ruach, o termo hebraico para “espírito”, é representativo dos dois elementos espirituais (Gn 45.27; Sl 146.4; 1Sm 30.12). Igualmente, em diversas passagens nephesh (alma) é tomada pelo todo imaterial (Gn 35.18; 1Rs 17.21).
NOTA:
“o espírito volte a Deus, que o deu” do ponto de vista geral (salvo e perdido).
Eclesiastes 12:7 não especifica se
o espírito que volta é de salvo ou de perdido, então a expressão “o espírito volte a Deus, que o
deu” refere-se ao
retorno do “fôlego de vida” que Deus concedeu ao ser humano, e não
necessariamente à ideia de uma alma consciente de (ímpio ou justo) indo para o
céu.
Eclesiastes 12:7 é uma reflexão poética sobre a
morte: o corpo retorna ao pó da terra, e o espírito — o sopro vital — retorna a Deus, seu
doador. Esse retorno não
define o destino eterno da alma (salvação/condenação), mas enfatiza a
soberania de Deus sobre a vida e a morte.
Esse
retorno do “fôlego de vida” não implica em o cristianismo concordar com
doutrinas como emanacionismo, monismo ou panteísmo.
A frase “o espírito volte a Deus, que o deu”
não implica que o
ser humano é uma parte de Deus que se dissolve Nele após a morte
— como sugerem o emanacionismo, o monismo ou o panteísmo.
Na Doutrina cristã, a Criatura é distinta de Deus, o Criador.
- O cristianismo ensina que o ser humano é criado
por Deus, mas não é parte Dele.
Somos seres distintos, com identidade própria.
O “espírito” ou “fôlego” (rúach)
é dado por Deus para animar o corpo, mas não é uma centelha divina que
retorna à essência divina como no emanacionismo, panteísmo e monismo.
Eclesiastes
12:7 fala da morte em linguagem poética. O texto é parte de uma
reflexão poética sobre a transitoriedade da vida.
Dizer que o “espírito volta a Deus” é uma
forma de afirmar que Deus é o doador da vida, e que a vida humana está
sob Sua autoridade.
- Não há aqui uma fusão ontológica (do ser) entre criatura e Criador como no no panteísmo onde tudo é Deus — o universo, as pessoas, a matéria; ou no monismo, onde tudo é uma única substância. Na visão bíblica, Deus é pessoal e transcendente.
3.
A tênue divisão. A palavra “tênue” significa algo frágil,
delicado, sutil ou pouco intenso.
No Novo Testamento, 1 Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12 se destacam em relação à distinção entre alma e espírito, pois os mencionam expressamente sem qualquer aparência sinonímica. O segundo texto, aliás, refere-se à tênue divisão que há entre os dois componentes imateriais e é acessada sobrenaturalmente pela Palavra de Deus, que penetra até o mais íntimo de nosso ser, onde alma e espírito estão entretecidos. Conclui-se, portanto, que apesar das discussões teológicas a respeito da composição tríplice (espírito, alma e corpo), as Escrituras Sagradas fazem claras referências às três partes, distinguindo-as.
Minha releitura do
item 3: No Novo Testamento, 1 Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12 destacam a
distinção entre alma e espírito. Hebreus mostra que apenas a Palavra de Deus
alcança essa divisão íntima. Assim, apesar das discussões teológicas, as
Escrituras referem-se claramente às três partes do ser humano: espírito, alma e
corpo. 1 Tessalonicenses
5.23 mostra a divisão do “ser total” do homem: corpo, alma, espírito.
Hebreus 4.12 mostra a divisão do “homem interior” alma e espírito.
23E
o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados
irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Tessalonicenses 5.23)
12Porque a palavra de
Deus é viva, e
eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra
até à divisão da alma, e do espírito,
e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do
coração. (Hebreus 4.12)
SINOPSE I
Deus concedeu ao ser humano o fôlego da vida, tornando-o um ser espiritual com capacidade de comunhão com o Criador.
AUXÍLIO
TEOLÓGICO
ALERTAS
CONTRA DISTORÇÕES DO ENSINO TRICOTOMISTA
“Textos bíblicos que
apoiam o tricotomismo incluem 1 Tessalonicenses 5.23, onde Paulo pronuncia a
bênção: ‘E todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados
irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo’. Em 1
Coríntios 2.14 — 3.4, Paulo refere-se aos seres humanos como sarkikos (literalmente: ‘carnal’ 3.1,3), psuchikos (literalmente:
‘segundo a alma’,
2.14) e pneumatikos (literalmente: ‘espiritual’, 2.15). Esses
dois textos parecem demonstrar de forma ostensiva três componentes elementares.
Vários outros textos parecem distinguir alma e espírito (1Co 15.44; Hb 4.12). O
tricotomismo é bastante popular nos círculos conservadores. H. O. Wiley, porém,
indica que erros podem ocorrer quando seus vários componentes ficam fora de
equilíbrio. Os
gnósticos, antigo grupo religioso
sincretista que adotava elementos tanto do paganismo quanto do Cristianismo,
sustentavam que, se o
espírito emanava de Deus, era imune ao pecado. Os Apolinarianos,
grupo herético do século
IV condenado por vários concílios eclesiásticos, acreditavam que Cristo possuía corpo e alma, mas
que o espírito humano fora substituído pelo Logos divino. Placeu (1596-1655 ou
1665), da Escola de Samur,
na França, ensinava que somente o pneuma era
criado diretamente por Deus. A alma, dizia, era mera vida animal e perecia com
o corpo.” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição.
Rio de Janeiro: CPAD, 2024, pp.248,249).
II.
ESPÍRITO, PECADO E SANTIFICAÇÃO
1.
Pecados do espírito. Existem pecados do corpo, como
a prostituição, e da
alma, como os maus pensamentos. Mas
também existem pecados do
espírito, como o orgulho, a soberba, a
vanglória, a idolatria, a arrogância e a inveja (Pv 16.18; 1Tm 3.6). Os pecados do “homem interior”
costumam ser piores que os pecados do corpo. Sutis (e às vezes ocultos!), os
pecados do espírito causam terríveis males (Pv 15.25). Além de
prejudicar seus autores, afetam e destroem muitos relacionamentos (Tg 3.13-16).
Certas expressões pecaminosas da alma e do corpo,
como iras, disputas e maledicências, geralmente são reflexos de pecados do
espírito (Ne 4.1-8). Em alguns casos não é difícil percebê-los. Sambalate,
Tobias e seus seguidores não contiveram sua soberba e inveja,
mas Neemias permaneceu firme, redobrando a vigilância e a oração. Diante de
capciosas e sistemáticas oposições, precisamos ter prudência e resiliência, sem
nos abalar (Rm 12.21).
2.
Raízes do pecado. Em 1 Tessalonicenses 5.23, Paulo trata do processo de santificação que
deve atingir o ser humano por inteiro. A ordem por ele apresentada —
espírito, alma e corpo — não é aleatória. O ato de
criação se deu do material para o imaterial (Gn 2.7), mas a Redenção se dá do
espiritual para o físico (1Pe 1.23; Rm 8.23). É no imaterial, que a
Bíblia geralmente chama de “coração”, que o pecado fica enraizado (Mt 15.19).
Por isso, a verdadeira
santificação acontece de dentro para fora (Ez 36.26,27; Rm 8.10-13; Gl 5.22).
A falta dessa compreensão leva ao legalismo, além de representar grave
distorção da Doutrina da Graça, pela confiança nas próprias obras (Mt 23.25-28;
Ef 2.8-10).
3.
Vencendo o pecado. A força do pecado
arraigado em nosso espírito somente é vencida
quando deixamos de confiar em nós mesmos, e
dependemos inteiramente da graça de Deus e
seu poder salvador e santificador (Rm 6.14; Hb 10.10). Como ensina
Paulo, “a lei do Espírito
de vida, em Cristo Jesus, nos livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.2).
O que é impossível para a força humana é possível mediante o poder divino
operante em nós (Rm 8.3,4). Revestir-se de mansidão
e humildade, no modelo de Cristo, é
essencial para uma vida espiritual saudável e
frutífera (Fp 2.3-8). A arrogância sequer
deveria ser nominada entre nós. Quando contendas
— inclusive públicas — são feitas “em nome de Cristo” é porque ainda não compreendemos o que é o verdadeiro Cristianismo:
“ao servo do Senhor não convém contender” (2Tm 2.24). Purifiquemo-nos de todos
os pecados (inclusive do espírito) pelos meios da Graça, “aperfeiçoando a
santificação no temor de Deus” (2Co 7.1).
SINOPSE II
O pecado
pode enraizar-se no espírito, e a verdadeira santificação começa no interior,
pela ação transformadora da graça de Deus.
III.
REGENERAÇÃO E ADORAÇÃO
1.
O Novo Nascimento. A vitória sobre o
pecado começa com a experiência espiritual do Novo Nascimento que nos dá um
espírito regenerado (Jo 3.5-8; Ef 2.1-6). Isso era incompreensível para Nicodemos e seu padrão
religioso, assim como é para os que desejam mostrar aparência de piedade sem
terem experimentado o sobrenatural processo de Regeneração (2Tm 3.5).
Com espírito altivo, resistem à verdade e negam a inerrância e a infalibilidade
da Bíblia, considerando sua mensagem ultrapassada. Interpretam as Escrituras
conforme seus desejos já estabelecidos (2Tm 2.8; 4.3). Não podemos ter comunhão
com os tais (1Tm 6.1-5; 2Tm 2.5).
2.
Em espírito e em verdade. A compreensão do novo nascimento operado em
nosso interior é fundamental para uma vida correta de adoração. Assim como Nicodemos, a mulher
samaritana expressou um entendimento religioso limitado ao visível, apontando o
Monte Gerizim, conhecido lugar de adoração de seus pais (Jo 4.20). Uma
vida espiritual sadia não se fundamenta em misticismos, mas em uma comunhão com Deus
segundo as Escrituras (Jo 7.38).
NOTA Misticismo - é a busca por uma experiência direta e pessoal com Deus, reivindicando a ação do Espírito Santo, mas sem estar subordinada à autoridade das Escrituras.
3.
Um espírito quebrantado. O Pentecostalismo
Clássico sempre foi despido de crenças e práticas alheias às Escrituras,
buscando sempre refletir o autêntico cristianismo bíblico. Como Jesus ensinou à
samaritana, “Deus é Espírito, e importa que os que
o adoram o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4.24). A verdadeira e
pura adoração nasce de um espírito quebrantado, em simplicidade, sem pretensão
de louvor ou glória humana (Sl 51.17; 2Co 11.3).
SINOPSE III
A regeneração espiritual é essencial para uma adoração autêntica, que nasce de um espírito quebrantado e alinhado com a verdade bíblica.
AUXÍLIO TEOLÓGICO
A RESTAURAÇÃO DA IMAGEM DE DEUS
“A respeito da imagem moral de Deus
nos seres humanos, veja minha interpretação nessa aula: https://www.youtube.com/watch?v=5_v_1x6bdGo
VERDADE
PRÁTICA
A alma tem vida espiritual e dirige
nosso corpo para adorar e servir a Deus.
APLICAÇÃO
Reconheça a importância de manter o
espírito sensível à presença de Deus, busque a santificação e uma vida de
adoração sincera a Deus.
CONCLUSÃO
"Na comunhão com Deus, com o
espírito fortalecido, vivendo como seres espirituais, lembremos que nossa
jornada só faz sentido em Deus."
Âmago da vida humana, o espírito
nos foi dado por Deus para que mantenhamos comunhão com Ele. Não deixemos que
os cuidados da vida nos façam esquecer de que somos seres espirituais.
Desfrutar da presença divina fortalece o espírito, alegra a alma e nos enche de
vigor para enfrentar os desafios cotidianos em nossa jornada ao Céu.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Que
ato divino demonstra a doação do espírito ao ser humano?
Feito de uma matéria pré-existente,
o pó da terra, o corpo humano estava inerte até receber o sopro divino (o
fôlego da vida), ato pelo qual Deus deu ao homem o espírito e o tornou alma
vivente (Gn 2.7).
2. Quais
os principais textos neotestamentários que mencionam a tríplice composição
humana?
No Novo Testamento, 1
Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12 se destacam em relação à distinção entre
alma e espírito, pois os mencionam expressamente sem qualquer aparência
sinonímica.
3. Existem
pecados do espírito? Cite exemplos.
Mas também existem pecados do
espírito, como o orgulho, a soberba, a vanglória, a arrogância e a inveja (Pv
16.18; 1Tm 3.6).
4. Onde
ficam enraizados os pecados?
É no imaterial, que a Bíblia
geralmente chama de “coração”, que o pecado fica enraizado (Mt 15.19).
5. Como
vencer a força do pecado?
A força do pecado arraigado em
nosso espírito somente é vencida quando deixamos de confiar em nós mesmos e
dependemos inteiramente da graça de Deus e seu poder salvador e santificador
(Rm 6.14; Hb 10.10).