googlefc.controlledMessagingFunction Lição 9: Vontade — O que move o ser humano Data: 30 de novembro de 2025

Lição 9: Vontade — O que move o ser humano Data: 30 de novembro de 2025

 

INTRODUÇÃO

Nesta lição, vamos estudar sobre a vontade humana - faculdade essencial que, deve ser guiada por Deus, para escolhas sábias e vida frutífera. Ao explorar o conflito entre carne e Espírito, vamos entender como pensamentos e desejos moldam ações.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Explicar o conceito bíblico de vontade como capacidade dada por Deus para escolher e agir;

Mostrar como os desejos podem escravizar o ser humano, mas também como a redenção em Cristo capacita o crente a vencer a carne e viver guiado pelo Espírito;

Ensinar a identificar o processo de tentação, compreendendo como o desejo se desenvolve até o pecado.

Palavra-Chave: VONTADE 

TEXTO ÁUREO 

Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gl 5.16)

Em Grego Bíblico (Gálatas 5:16)

Λέγω δέ, Πνεύματι περιπατεῖτε καὶ ἐπιθυμίαν σαρκὸς οὐ μὴ τελέσητε.

Transliteração

Légō de, Pneúmati peripatéite kai epithymían sarkòs ou mē telésēte. 

Πνεύματι (Pneúmati)“em Espírito”. Refere-se ao Espírito Santo, a estar Nele, viver em comunhão com Ele.

Περιπατεῖτε (Peripatéite)“andai” ou “caminhai”. Vem de περιπατέω (peripatéō), que é “andar ao redor”, “viver com”, “conduzir-se”. Literalmente, “andar ao redor”, mas figuradamente significa “viver segundo”.

Ἐπιθυμίαν (Epithymían)“concupiscência” ou “desejo”. A Raiz é ἐπιθυμία (epithymía), “desejo intenso”, “anseio”.

Formado por: ἐπί (epí, “sobre”) + θυμός (thymós, “paixão”, “ímpeto”). Indica um desejo que se sobrepõe à razão.

Σαρκός (Sarkòs)“da carne”. Raiz: σάρξ (sárx), “carne”, “natureza humana”. Usada no Novo Testamento para contrastar a natureza humana caída com a vida no Espírito. 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Gálatas 5.16-21; Tiago 1.14,15; 4.13-17.

Gálatas 5

16 — Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.

17 — Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.

18 — Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.

19 — Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia,

20 — idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,

21 — invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. 

Tiago 1

14 — Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.

15 — Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. 

Tiago 4

13 — Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos.

14 — Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.

15 — Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.

16 — Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções; toda glória tal como esta é maligna.

17 — Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado. 

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I. VONTADE: MOTIVAÇÃO E AÇÃO 

1. Conceito de vontade. Volição ou vontade é a capacidade humana de desejar, querer, almejar, escolher e agir. Pode ser entendida também como motivação. Sem desejo ou vontade não há motivação e ação. Nesse conceito amplo, há manifestação da vontade mesmo quando o que fazemos não era originariamente nossa vontade, mas de outrem, se a ela aderimos voluntariamente (Sl 143.10; Lc 22.42). A conversão é um exemplo de mudança na vontade humana por meio do arrependimento (At 3.19). Todo verdadeiro cristão é alguém que, impulsionado pela graça de Deus, renunciou sua própria vontade para fazer a vontade de Cristo (Mt 16.24). É o livre-arbítrio funcionando (Hb 2.3; 3.7-13; Ap 22.17).

NOTA:

A volição e a motivação estão intimamente relacionadas, mas não são exatamente a mesma coisa.

Volição é a capacidade de tomar decisões e agir com base nelas — é o ato de querer e escolher fazer algo. Envolve planejamento, persistência e autorregulação para alcançar um objetivo, mesmo diante de obstáculos.

Já a Motivação é o impulso ou desejo que nos leva a agir — o “porquê” por trás de uma ação. Pode ser interna (como curiosidade, prazer, realização pessoal) ou externa (como recompensas, reconhecimento, punições).

Diferença essencial

  • A motivação é o motor inicial, é o “porquê”. A volição é a força que mantém a ação.

Em resumo: Motivação é o desejo. Volição é a decisão e o esforço para transformar esse desejo em ação.

Conceito e etimologia de Vontade

A palavra vontade vem do latim voluntas, que significa “desejo, intenção, escolha”.

Na raiz grega, o termo é boule (βουλή), que é “deliberação” ou “decisão racional”.

NA PSICOLOGIA, a vontade é a capacidade de tomar decisões conscientes e de agir de acordo com elas.

Envolve:

  • Processos cognitivos: planejamento, avaliação de consequências e definição de metas.
  • Aspectos emocionais: o desejo, a persistência e o autocontrole.
  • Autodeterminação: a habilidade de agir por conta própria, sem depender de pressões externas.

2. Do pensamento à ação. Um pensamento pode ser apenas um pensamento, sem relação alguma com um sentimento ou um desejo.

Por exemplo: podemos pensar em uma viagem que fizemos sem que isso nos traga qualquer emoção.

Mas também podemos recordar com saudade e desejar viajar novamente. E esse desejo pode nos motivar a comprar a passagem e repetir a experiência. Em um caso assim ocorre um fenômeno completo: pensamento, sentimento, desejo e ação.

Aconteceu com Eva no Éden. Em sua conversa com a serpente, ela pensou sobre o significado do fruto da árvore da ciência do bem e do mal até ser enganada (1Tm 2.14). Ao acreditar na falsa elevação que obteria (“sereis como Deus”, Gn 3.5) certamente sentiu alguma emoção. O próximo passo foi a manifestação do desejo, que gerou a ação: tomou do fruto e comeu (Gn 3.6).

NOTA:

Motivação: o combustível da vontade. A motivação de Eva foi: (“sereis como Deus”, Gn 3.5)

A motivação é o que move o indivíduo a agir. Ela pode ser:

  • Intrínseca: quando vem de dentro, (da própria da pessoa).
  • Extrínseca: quando depende de recompensas externas. A de Eva foi Extrínseca, veio da Serpente.

A motivação é o elo entre a vontade e a ação: sem motivação, a vontade se torna inerte; sem vontade, a motivação se dissipa.

3. Fraqueza de vontade. Adão pecou sem ser enganado. Seu entendimento da proibição e consequências de comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal não foi alterado. O problema de Adão se deu na esfera da vontade. Em vez de permanecer firme em seu propósito de obedecer a Deus, decidiu pecar aderindo à vontade de Eva, que lhe deu o fruto (Gn 3.6; Rm 5.12). Quantas decisões erradas tomamos plenamente conscientes de suas consequências! Da violação de uma restrição alimentar a condutas mais graves, muitas vezes o desejo fala mais alto que a razão. A busca do prazer pelo prazer é uma característica da cultura hedonista. Vícios e compulsões arrastam multidões, mesmo que elas conheçam seus efeitos destrutivos. Assim, só Jesus pode libertar o ser humano de prisões espirituais (Jo 8.36; Rm 1.16).

NOTA:

A fraqueza de vontade na filosofia é o fenômeno de agir contra o próprio juízo racional — por exemplo, saber que algo é errado ou prejudicial, mas fazê-lo mesmo assim.

Acontece por:

·       Falta de clareza nos objetivos.

·       Emoções intensas que dominam a razão.

·       Falta de motivação ou autoconhecimento.

O conceito de fraqueza de vontade no grego é (Acrasia/ἀκρασία), a condição em que uma pessoa age contra o seu próprio juízo racional — ou seja, sabe o que deveria fazer, mas faz o contrário.

Acrasia ἀκρασία significa literalmente “falta de comando” ou “ausência de domínio sobre si mesmo”.

·    É composta por “a (prefixo de negação) + “kratos (poder, domínio), significando falta de controle.

SINOPSE I

A vontade é a capacidade humana de desejar e agir, sendo influenciada por pensamentos, sentimentos e decisões espirituais.  

II. DESEJOS: DA ESCRAVIDÃO À REDENÇÃO

1. A experiência do deserto. O povo de Israel tornou-se escravo dos seus desejos durante a peregrinação pelo deserto: “deixaram-se levar pela cobiça, e tentaram a Deus. E ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a alma” (Sl 106.14,15). Apesar das grandes maravilhas operadas por Deus, os hebreus, tomados de ingratidão, lembravam-se das comidas do Egito e se deixavam dominar por seus desejos (Nm 11.5,6). Pensavam, sentiam e desejavam o que lhes era servido na casa da escravidão, de onde haviam sido libertos com mão forte (Êx 20.2; Dt 26.8). O culto aos desejos lhes trouxe a morte (Sl 78.29-33; Nm 11.33,34; 14.29). Como Paulo nos adverte, tudo isso foi escrito para aviso nosso. Não nos deixemos levar por nossos próprios desejos (1Co 10.1-13). 

2. Os desejos na era cristã. O drama dos desejos continua na era cristã, com uma diferença fundamental: Cristo venceu o pecado e nos deu poder para também vencê-lo (Rm 6.3-6,11-14). Contudo, enquanto estivermos neste corpo mortal enfrentaremos um conflito espiritual constante. Todo cristão precisa decidir diariamente entre sua vontade carnal e a vontade do Espírito: “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis” (Gl 5.17). A carne (sarx, natureza pecaminosa) tem seus próprios desejos, que são contrários ao Espírito. Vê-se, então, em nosso interior, uma luta travada. Cabe-nos decidir entre satisfazer os desejos da carne, que são pecaminosos, ou atender a voz do Espírito e viver segundo sua direção (Gl 5.18).

3. A decisão do homem redimido. A obra da salvação realizada por Cristo nos liberta do poder do pecado. Diante dos desejos da carne e da vontade do Espírito, o homem redimido inclina-se “para as coisas do Espírito” (Rm 8.5). Isso é resultado de sua nova natureza (Ef 4.24; 2Co 5.17). Significa que não podemos nos conformar com os desejos do velho homem, mas, pelo poder do Espírito, mortificar a nossa carne, a velha natureza (Rm 8.11-13; Cl 3.5). Mesmo convertidos nossos desejos pecaminosos não deixam de existir, mas em Cristo triunfamos sobre eles; vivendo, andando e frutificando no Espírito (Gl 5.22-25; 1Jo 3.6).

SINOPSE II

Os desejos podem escravizar o ser humano, mas em Cristo há poder para vencê-los e viver segundo o Espírito. 

AUXÍLIO DE TEOLÓGICO 

Se quiser conhecer meu entendimento sobre esse assunto: “A IMAGEM DE DEUS NOS SERES HUMANOS, assista esse vídeo https://www.youtube.com/watch?v=5_v_1x6bdGo 

III. O ENSINO SOBRE OS DESEJOS, EM TIAGO

1. Atração e engano. Tiago 1.14,15 trata dos desejos carnais e suas consequências.

14Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. 15Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. (Tiago 1.14,15)

Empregando o conhecido termo “concupiscência” (epithumia) com o sentido de “maus desejos”, Tiago refere-se ao processo de tentação e pecado: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado por sua própria concupiscência” (Tg 1.14).

A faculdade da vontade é retratada neste texto como um elemento de comunicação interna que tem a capacidade de atrair e enganar. Assim, o mau desejo é capaz de afetar a própria razão, levando-a a acreditar que o pecado não produz consequências ruins, mas boas. Nesse processo, a mente é entorpecida depois do desejo ter sido aguçado.

NOTA:

Ἐπιθυμίαν (Epithymían)“concupiscência” ou “desejo”. A Raiz é ἐπιθυμία (epithymía), “desejo intenso”, “anseio”.

Formado por: ἐπί (epí, “sobre”) + θυμός (thymós, “paixão”, “ímpeto”). Indica um desejo que se sobrepõe à razão. 

OS COMPONENTES BÁSICOS DA VONTADE NOS SERES HUMANOS 

O Novo Testamento menciona ‘mente’, pensamento, Vontade, Intenção, decisão.

No grego são: (nousdianoia, thelemaboulemaboulêsis).

 

1.    Vοῦς (nous) é o Intelecto, a mente, a faculdade de compreender, discernir e pensar. νοῦς (nous) é a “mente espiritual” em contraste com a “mente carnal”.

Aparece em:

- Romanos 12:2 – “...mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento nous (νοῦς), para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

- 1 Coríntios 2:16 – “...nós temos a mente (nous) de Cristo.” 

2. διάνοια (dianoia) é o pensamento, o entendimento. O pensamento profundo, a reflexão, a capacidade de raciocinar e compreender.

Aparece em:

- Mateus 22:37 – “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua dianoia (διάνοια) entendimento.”

- Efésios 4:18 – “...entenebrecidos no entendimento (dianoia), separados da vida de Deus...” 

Termos para “Vontade”

3. θέλημα (thelēma) é a vontade, o desejo. É a vontade como expressão de desejo ou propósito, especialmente usada para a vontade de Deus.

Aparece em:

- Mateus 6:10 – “Seja feita a tua vontade thelēma (θέλημα), assim na terra como no céu.”

- Efésios 1:5 – “...segundo o beneplácito da sua vontade thelēma (θέλημα).” 

4. βούλημα (boulēma) é a Intenção, plano. É a vontade como plano deliberado, mais racional e estratégico.

Aparece em:

- Romanos 9:19 – “...pois quem resistirá ao seu plano boulēma (βούλημα)?” 

5. βούλησις (boulēsis) É o Ato de querer, decisão. É a vontade como ato de querer, decisão interna que precede a ação.

Aparece em:

- Hebreus 6:17 – “...querendo Deus mostrar mais abundantemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu boulēsis (βουλήσις).”

A distinção entre essas palavras é sutil mas significativa: nous é mais contemplativo, dianoia mais racional; thelēma é mais emocional, boulēma mais deliberativo, boulēsis mais volitivo. 

2. Abortando o processo. Na lição 7 estudamos sobre a importância de interromper maus pensamentos para evitar o pecado. Hoje pelo texto de Tiago observamos que é preciso, também, abortar os maus desejos. Aliás, desejos são ainda mais perigosos, pois podem influenciar diretamente nossas decisões. Quando encontra seu objeto, o desejo se torna intenso. Se não for rejeitado, não descansa até derrubar as barreiras da consciência: “Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tg 1.15). Que o Senhor nos livre de toda a tentação (Mt 6.13). Mas, vamos fazer a nossa parte: viver em constante vigilância e oração (Mt 26.41).

SINOPSE III

Tiago revela como os maus desejos geram o pecado, alertando sobre a necessidade de vigilância e domínio espiritual.

VERDADE PRÁTICA 

Guiada por Deus, a vontade é uma bênção, vital para a existência humana.

APLICAÇÃO

“Tenho escolhido agradar a Deus ou satisfazer a mim mesmo?”. Nossa vontade deve ser moldada pela Palavra e guiada pelo Espírito Santo.

CONCLUSÃO 

Apesar de nossa tendência pecaminosa, não podemos encarar os desejos apenas de forma negativa. A vontade é uma faculdade essencial para a nossa existência. Quando guiada por Deus é uma bênção, responsável por nos mover para grandes realizações. O ânimo e o entusiasmo fazem parte de uma vontade sadia e ativa. São dados por Deus e servem para nos impulsionar para as tarefas cotidianas, independentemente da fase da vida (Sl 92.12-14; Jl 2.28; Tg 4.15). 

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REVISANDO O CONTEÚDO 

1. Qual o conceito de vontade?

Volição ou vontade é a capacidade humana de desejar, querer, almejar, escolher e agir. Pode ser entendida também como motivação.

 

2. Como se dá um fenômeno completo, envolvendo vontade e ação?

Em um caso assim ocorre um fenômeno completo: pensamento, sentimento, desejo e ação.

 

3. Como se dá o conflito entre vontade e razão?

Da violação de uma restrição alimentar a condutas mais graves, muitas vezes o desejo fala mais alto que a razão. A busca do prazer pelo prazer é uma característica da cultura hedonista.

 

4. Como deve agir o homem redimido diante dos desejos da carne?

Diante dos desejos da carne e da vontade do Espírito, o homem redimido inclina-se “para as coisas do Espírito” (Rm 8.5).

 

5. Como os desejos atuam para nos enganar?

Assim sendo, o mau desejo é capaz de afetar a própria razão, levando-a a acreditar que o pecado não produz consequências ruins, mas boas.

 


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