Objetivos da Lição
Reconhecer, biblicamente, a identidade de Deus Pai;
Entender que o Pai se revela plenamente em Cristo;
Identificar atributos e nomes que expressam a natureza de Deus Pai.
INTRODUÇÃO
A doutrina da Trindade é um mistério revelado e central na fé cristã: um só Deus em
três Pessoas coeternas, consubstanciais e distintas — o Pai, o Filho e o
Espírito Santo. Hoje estudaremos a Identidade, a Revelação e a Pessoa de
Deus, o Pai. Aquele de quem procedem
o Filho e o Espírito. Ele é a fonte eterna da
divindade: Criador, Redentor e Revelador. Por meio da fé, somos
convidados a conhecer e nos relacionar com o Pai Celestial.
NOTA: para "proceder"
De acordo com a Doutrina da Trindade a
afirmação contida nesse texto: “Aquele de quem procedem o Filho e o Espírito”,
parece dizer que Jesus e o Espírito são criação de Deus pai!
E
dizer que “Ele é a fonte eterna da divindade” também não subentende que a
divindade de Jesus e do Espírito derivam do Pai!? E isso por consequência não
diminui as a segunda e a terceira pessoas da Trindade?
O termo proceder (ou processão)
emite a ideia de origem de uma Pessoa da Trindade a partir de outra! Mas a divindade Pai, filho, Espírito não têm
origem!
No
meu entendimento não existe procedência, existe compartilhamento da natureza. O
poder das Pessoas não deriva do Pai, deriva da essência (Deus). E Deus não é só
O Pai, Deus é cada pessoa da Trinade” Nenhum deriva do outro, porque não houve
início, são eternos!
A essência/Deus não deve ser vista como uma
quarta pessoa! Nem
como pessoa! A essência é abstrata, ela é aquilo que cada pessoa é, e
não somente o Pai!
- O Filho "procede" do Pai enquanto (geração) só na encarnação e o Espírito "procede" do Pai (e do Filho) No sentido de ser enviado, não de ser criado.
Palavra-Chave: PAI
Nota: para ABBA, PAI (gr
Abba, ho Pater).
O
termo Aba é uma palavra de origem aramaica (Abba) que
significa "Pai". No contexto bíblico e cultural, seu uso é profundo e
revolucionário:
- No aramaico falado nos dias
de Jesus, Abba era a forma carinhosa e íntima que as
crianças usavam para se dirigir aos seus pais, semelhante ao nosso "Papai" ou "Meu
Pai".
- Revelava intimidade sem ser desrespeitoso; era o termo
que expressava total confiança, dependência e afeto dentro do lar.
- Jesus foi o
primeiro a usar essa expressão para se dirigir a Deus de forma constante. Antes dele, os judeus viam
Deus como um Rei ou Juiz distante. Ao clamar "Aba, Pai"
no Getsêmani (Marcos 14:36), Jesus
demonstrou uma intimidade com o Pai nunca antes vista.
kaí élegen: Avvá
o patír, pánta dynatá soi: parénenke tó potírion toúto ap’ emoú: all’ ou tí egó
thélo allá tí sý.
καὶ ἔλεγεν· Ἀββᾶ ὁ πατήρ, πάντα δυνατά σοι·
παρένεγκε τὸ ποτήριον τοῦτο ἀπ’ ἐμοῦ· ἀλλ’ οὐ τί ἐγὼ θέλω ἀλλὰ τί σύ.
Transliteração (Marcos 14:36)
kai elegen: Abba ho patēr, panta dynata soi; parenenke
to potērion touto ap’ emou; all’ ou ti egō thelō alla ti sy.
- kai elegen: "E
dizia"
- Abba ho patēr: "Aba,
o Pai" (ou "Aba, Pai").
- Panta dynata soi: "Tudo
é possível para ti".
- Parenenke to potērion touto ap’ emou: "Afasta este cálice de mim".
·
All’ ou ti egō thelō alla ti sy: "Contudo, não o que eu quero, mas o que
tu queres".
- Na
teologia paulina, o uso de "Aba"
representa “Adoção Espiritual”, é o sinal de que não somos mais escravos,
mas filhos adotivos de Deus. Na boca de Jesus é filiação legítima, Ele não
é adotado como nós. O Espírito
Santo clama em nós (gr Abba, ho Pater)
"Aba, Pai",
permitindo que o crente tenha a mesma proximidade com O Pai que Jesus tem.
A Expressão "Aba, Pai"
(Aramaico + Grego) é para que os leitores de
língua grega entendessem o termo aramaico Abba.
A combinação do aramaico (língua do coração/família) com o
grego (língua universal/formal) simboliza que Deus é o Pai tanto de judeus
quanto de gentios, unindo afeto e reverência.
"Abba" representa a
quebra da barreira do medo e do etnocentrismo, transformando a religião em um
relacionamento de filiação íntima e confiança absoluta.
“PAULO DESIGNOU DEUS COMO ‘ABBA’ EM DUAS OCASIÕES:
“Porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o
Espírito de seu Filho, que clama: Aba,
Pai (gr. ho pater)” (Gl 4.6).
‘Não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez,
estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai
[gr. ho pater].
O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos
filhos de Deus’ (Rm 8.15,16).
Isto
é: na Igreja Primitiva, os
cristãos judaicos estariam invocando Deus, dizendo: ‘Abba’, ‘Ó Pai!’ e os cristãos gentios estariam
exclamando: Ho Pater, ‘Ó Pai!’
Ao mesmo tempo, o Espírito Santo estaria tornando real para
eles que Deus é, de fato, o Pai de todos.
O termo Abba caracterizava muito bem o relacionamento de Jesus com Deus, e o tipo de relacionamento que Ele queria que os seus discípulos tivessem com o Pai.
TEXTO ÁUREO
“Ninguém
conhece
o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” (Mt
11.27).
NOTA:
Transliteração (Mateus 11:27)
"Oude
ton patera tis epiginoskei ei me ho huios kai ho ean bouletai ho huios apokalypsai."
Análise Etimológica
1. Conhece (Epiginoskei)
O
termo original é ἐπιγινώσκει (epiginoskei), forma verbal
de epiginosko.
- Etimologia: É
composto pela preposição epi (sobre, intensivo) e o
verbo ginosko (conhecer, saber).
- Significado: No
grego bíblico, ginosko indica um
conhecimento por experiência
e intimidade (não meramente intelectual). O prefixo epi eleva esse sentido para um conhecimento pleno, preciso
e relacional.
- Indica
que o Filho possui um conhecimento profundo e completo do Pai, algo que
não é superficial, mas fruto de uma união essencial.
2. Revelar (Apokalypsai)
O
termo original é ἀποκαλύψαι (apokalypsai), forma verbal
de apokalypto.
- Etimologia: Composto
pela preposição apo (fora de, retirar) e o verbo kalypto (cobrir,
esconder).
- Significado: Literalmente
significa "retirar o véu" ou "descobrir". A palavra
sugere que a identidade do Pai estava oculta aos olhos humanos devido à
nossa limitação ou pecado, e o Filho remove essa barreira, tornando o que
era invisível ou desconhecido em algo visível e compreensível para aquele
a quem Ele escolhe mostrar.
Pra você decorar: Enquanto epiginoskei descreve a profundidade do
relacionamento entre Pai e Filho, apokalypsai descreve o ato gracioso de Cristo
em abrir nossos olhos para participarmos dessa mesma realidade.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Mateus
11.25-27; João 14.6-11.
Mateus 11
25
— Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor
do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as
revelaste aos pequeninos.
26
— Sim, ó Pai, porque assim te aprouve.
27
— Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Filho, senão o
Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser
revelar.
João 14
6
— Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem
ao Pai senão por mim.
7
— Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já
desde agora o conheceis e o tendes visto.
8
— Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta.
9
— Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes
conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o
Pai?
10
— Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras
que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem
faz as obras.
11
— Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede-me, ao menos, por
causa das mesmas obras.
I. A IDENTIDADE DE DEUS, O PAI
1. O Pai é o único Deus verdadeiro. O Pentateuco declara “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt 6.4). Deus, no Antigo Testamento, é um só Deus, que se revela pelos seus nomes, pelos seus atributos e pelos seus atos (Horton, 1997, p.159). O Novo Testamento apresenta o Pai como Deus por excelência, identificado seis vezes com o título de “Deus Pai” (Jo 6.27; 1Co 15.24; Gl 1.1,3; Ef 6.23; 1Pe 1.2). Além dessas ocorrências explícitas, a Bíblia frequentemente se refere a Deus como “Pai”, destacando seu papel como Criador e Sustentador do Universo (Is 63.16; Mt 6.9; Ef 4.6). O próprio Jesus se refere a Deus como “Pai”, e ensina os discípulos a orarem “Pai nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9), reforçando a necessidade de um relacionamento pessoal com Deus.
2. O Pai é a fonte da
divindade. Nossa Declaração de Fé
professa que Deus é o Supremo Ser, é Eterno, nunca teve começo, princípio e
nunca terá fim (Dt 33.27), pois Ele existe por si mesmo: “como o Pai tem a vida em si
mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo
5.26). (Veja o vídeo)
Ele é o Deus imutável, desde a eternidade, desde antes da fundação do mundo (Sl 90.2; Ml 3.6; Tg 1.17). Ele é o Criador do céu e da terra, e de tudo que neles existe (Is 45.18; At 17.24). Ele é o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 20.31); Ele é Espírito doador e mantenedor de toda a vida (Jó 33.4). O Pai é a Primeira Pessoa divina da Santíssima Trindade, portanto, Ele é a origem e fonte eterna da divindade, de quem o Filho é gerado e de quem o Espírito procede (Jo 15.26; Hb 1.1-3).
3. O Pai age por meio do Filho
e do Espírito. A paternidade é o papel da
primeira Pessoa da Trindade (hierarquia funcionai). Assim, o Pai opera
por meio do Filho e por meio do Espírito Santo (1Co 12.4-6; Ef 4.4-6). Isso não implica inferioridade,
mas expressa a maneira como as três Pessoas operam inseparavelmente, cada uma
conforme sua distinção pessoal. O Pai
proclamou as palavras criadoras (Sl 33.9), e o Filho as executou (Jo 1.3). O
Pai planejou a redenção (Tt 1.2), e o Filho as realizou (Jo 17.4). Quando
o Filho retornou ao céu, o Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho para ser o
Consolador e Ensinador (Jo 14.26). Conforme o Credo de Atanásio (Séc. V): “nenhuma das três pessoas é
antes ou depois da outra; nenhuma é maior ou menor do que outra. Mas as três
pessoas são coeternas e coiguais”.
SINOPSE
I
Deus
Pai é o único Deus verdadeiro, eterno e soberano, a fonte da divindade, que age
por meio do Filho e do Espírito Santo.
II. O PAI REVELADO EM CRISTO
1. O Pai se revela aos
humildes. Jesus exalta ao Pai acerca de uma profunda verdade
espiritual: “...ocultaste estas coisas aos sábios
e instruídos, e as revelaste aos pequeninos”
(Mt 11.25).
Os
sábios (gr. sophós)
são aqueles que detêm “inteligência
e educação acima da média”. Os outros, os instruídos (gr. synetós), são as
pessoas com “cultura e
instrução”.
Esses
termos caracterizam os escribas e fariseus, que se vangloriavam de
sua formação privilegiada, mas que eram cegos espiritualmente.
Significa que os mistérios do Reino de Deus não são revelados aos soberbos, aos que se consideram sábios aos próprios olhos (Pv 3.7). O Pai se dá a conhecer aos “pequeninos” (gr. népios), àqueles que possuem a humildade das crianças (Mt 18.2-4).
NOTA: (gr. sophós)
Mateus 11:25 no grego
original (Koiné):
Ἐν ἐκείνῳ τῷ καιρῷ ἀποκριθεὶς ὁ Ἰησοῦς εἶπεν· Ἐξομολογοῦμαί σοι, πάτερ, κύrie τοῦ οὐρανοῦ καὶ τῆς γῆς, ὅτι ἔκρυψας ταῦτα ἀπὸ σοφῶν καὶ συνετῶν καὶ ἀπεκάλυψας αὐτὰ νηπίοις·
Mateus 11:25 em grego bíblico
(Koiné):
"En ekeinō tō kairō
apokritheis ho Iēsous eipen: Exomologoumai soi, pater, kyrie tou ouranou kai
tēs gēs, hoti ekrypsas tauta apo sophōn kai synetōn
kai apekylypsas auta nēpiois."
Pra você decorar:
- En ekeinō tō kairō: Naquele
tempo
- apokritheis ho Iēsous eipen: respondendo Jesus disse:
- Exomologoumai soi, pater: Louvo-te (ou rendo-te graças), Pai,
- kyrie tou ouranou kai tēs gēs: Senhor do céu e da terra,
- hoti ekrypsas tauta: porque
ocultaste estas coisas
- apo sophōn kai synetōn: dos sábios e entendidos,
- kai apekylypsas auta nēpiois: e as revelaste aos pequeninos.
2. O Pai se faz conhecer pelo
Filho. Cristo afirma que o conhecimento do Pai é mediado exclusivamente por Ele. (Assista
à Série Conhecimento de Deus nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=ZZxL5BoiH4U&list=PLjA2M5dOD0nBtbVgvt7wBFR_y4L_I65e4&pp=gAQB
)
A
intimidade entre o Pai e o Filho é absoluta e perfeita: “ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser
revelar” (Mt 11.27).
Essa
declaração revela dois princípios importantes:
(1) O Pai é um ser pessoal e
relacional (Sl 46.10; Is 46.9);
(2) só é possível conhecer a Deus por
meio do Filho, o único mediador entre Deus e os homens (Jo 14.6; 1Tm 2.5).
O Filho é o intérprete supremo do Pai, o único capaz de
revelar sua natureza, vontade e amor (Jo 1.18; Hb 1.1). Sem Cristo, qualquer tentativa de conhecer o Pai
será incompleta ou distorcida, e fadada ao erro, engano e a idolatria (Jo
10.30; Cl 1.15; 2.8,9).
3. Quem vê o Filho vê o Pai. No diálogo com Filipe, Jesus revela outra
verdade sublime: “quem me
vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9). Essa
declaração confirma à doutrina da unidade da Trindade. Jesus é a
perfeita expressão do Pai: “O
qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa” (Hb
1.3).
(Assista
esse vídeo – Cristo a imagem de Deus/Pai: https://www.youtube.com/watch?v=idZOoELBTKo
)
A
unidade entre Pai e Filho é essencial e inseparável: “Eu e o Pai somos um” (Jo
10.30). Não significa que são a mesma
Pessoa, mas que compartilham a mesma natureza divina. A obra, as
palavras e o caráter de Jesus são expressão direta da ação do Pai (Jo
14.10,11), que opera por meio do Filho, e o Filho age em total comunhão com o
Pai (Jo 4.34; 5.30; 6.38-40; 8.28,29). Conhecer
Jesus é desfrutar da presença do Pai (Jo 14.21,23).
SINOPSE
II
O
Pai é plenamente revelado em Cristo, sendo conhecido apenas por meio do Filho,
que é a expressão exata do seu Ser.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO - O PRIVILÉGIO DE SER FILHO DE DEUS
“Paulo
usou a adoção para ilustrar o novo relacionamento do cristão com Deus. Na
cultura romana, o filho adotado perdia todos os direitos que possuía em relação
à família anterior, e recebia todos os direitos de filho legítimo em sua nova
família. Ele se tornava herdeiro dos bens de seu novo pai. [...] Da mesma
forma, quando alguém se torna um cristão, recebe todos os privilégios e
responsabilidades de filho na família de Deus. [...] Não somos mais escravos
atemorizados; ao contrário, somos filhos de Deus.
Vídeo Sugerido para esse tópico: https://www.youtube.com/watch?v=i-ahdwkCcoY
III. A PESSOA DE DEUS PAI
1. Atributos incomunicáveis do
Pai. São qualidades exclusivas da
divindade. Elas pertencem apenas ao Deus Pai (bem como ao Filho e ao Espírito),
e não podem ser compartilhadas pelo ser humano. Os principais atributos são: Autoexistência,
Deus existe por si mesmo, não depende de nada para existir (Êx 3.14; Jo 5.26); Eternidade,
Deus não tem começo nem fim, não está limitado pelo tempo (Sl 90.2; Is 57.15); Imutabilidade,
Deus não muda, Ele é sempre o mesmo (Ml 3.6; Tg 1.17); Onipotência,
Deus é Todo-Poderoso e nada pode frustrar seus desígnios (Jó 42.2; Lc 1.37); Onisciência,
Deus conhece perfeitamente o passado, o presente e o futuro (Sl 139.1-6; Hb
4.13); Onipresença, Deus está, ao mesmo tempo, presente em todos os
lugares (Sl 139.7-10; Jr 23.24). Estes atributos, portanto, revelam que nosso
Deus é absoluto e sem limitação alguma.
Vídeo Sugerido para esse tópico: https://www.youtube.com/watch?v=DRYaH3HIXR4
https://www.youtube.com/watch?v=XCGL7JbIN9Q
2. Atributos comunicáveis do
Pai. São qualidades divinas que, de alguma
forma, Deus compartilha com suas criaturas, ainda que de maneira limitada. Os Atributos
comunicáveis são aspectos
do caráter e da moral de Deus que podem ser vistos, em grau menor, no ser
humano criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26,27). Dentre eles,
destacam-se: Santidade,
Deus é Santo, e chama seus filhos a serem santos em toda maneira de viver (Lv
19.2; 1Pe 1.15,16); Amor,
Deus é amor em essência, e podemos amar a Deus e ao próximo como reflexo desse
amor (Mt 22.37-39; 1Jo 4.8); Fidelidade,
Deus é sempre fiel, e também somos desafiados a ser fiéis (2Tm 2.13; Ap 2.10); Bondade, Deus é bom em
todo o tempo, e somos exortados a agir com bondade em nossa conduta diária (Sl
100.5; Gl 5.22).
Vídeo Sugerido para esse tópico - Deus
é Bom o Tempo todo: https://www.youtube.com/watch?v=zKqmnj-Vhz4
3. Os nomes que revelam o Pai. Os nomes de Deus não tratam apenas de sua identificação,
mas revelam sua natureza, obras e virtudes (Sl 9.10).
O
nome Elohim (Gn 1.1), apesar do plural, reafirma o monoteísmo (Dt
6.4) e alude à pluralidade da Trindade (Gn 1.26);
El Shadday (Gn 17.1) revela Deus como o Todo-Poderoso (Gn
28.3; 35.11);
Adonai (Sl 8.1) e o grego Kyrios (At
2.36) manifestam sua autoridade como Senhor (Is 6.1; Fp 2.11);
O tetragrama pessoal YHWH, revelado como “Eu Sou o Que
Sou” (Êx 3.14; 6.13), enfatiza a eternidade e a imutabilidade de Deus (Sl 68.4;
Ml 3.6). Esses nomes divinos identificam a primeira Pessoa da Trindade, sua
soberania, poder e eternidade, aspectos fundamentais da doutrina cristã sobre a
grandeza e a majestade de Deus.
SINOPSE
III
Os
atributos e nomes de Deus Pai expressam sua natureza, santidade, amor e
autoridade, revelando quem Ele é, e como se relaciona com sua criação.
VERDADE PRÁTICA
Os atributos e a glória do Deus Pai se revelam por meio de Cristo e da ação do Espírito Santo.
APLICAÇÃO
Conheça o Pai, viva em comunhão íntima com Ele, conheça Sua vontade, e reflita Seu caráter.
CONCLUSÃO
Minha releitura: A vida eterna consiste em conhecer o Pai como o Deus
soberano e Criador que, revelado em Cristo, nos adota e nos chama à comunhão
profunda com a Trindade.
A doutrina Bíblica da Santíssima Trindade é a revelação concreta da vida divina compartilhada entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Nesta lição, vimos que Deus, o Pai, é o Deus verdadeiro, eterno e soberano, revelado plenamente em Cristo. Ele é o autor da criação, o planejador da redenção e o sustentador da vida. Conhecer o Pai por meio do Filho é a essência da vida eterna (Jo 17.3). Que essa verdade desperte em nós o desejo sincero de conhecer, amar e obedecer ao Pai que, em Cristo, nos adotou como filhos (Jo 1.12; Rm 8.15).
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Como
Deus se identifica no Antigo Testamento?
Deus,
no Antigo Testamento, é um só Deus, que se revela pelos seus nomes, atributos e
atos.
2. O
que afirma o Credo de Atanásio (séc. V) a respeito das três Pessoas da
Trindade?
“Nenhuma
das três pessoas é antes ou depois da outra; nenhuma é maior ou menor do que
outra. Mas as três pessoas são coeternas e coiguais.” (Credo de Atanásio, séc.
V).
3. O
que significa a expressão dita por Jesus: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30)?
Significa
que o Pai e o Filho compartilham a mesma natureza divina, embora sejam Pessoas
distintas.
4. O
que são os atributos incomunicáveis do Pai?
Qualidades
exclusivas da divindade: autoexistência, eternidade, imutabilidade,
onipotência, onisciência e onipresença.
5. O
que são os atributos comunicáveis do Pai?
Virtudes
divinas que Deus compartilha de forma limitada com suas criaturas, como
santidade, amor, fidelidade e bondade.