INTRODUÇÃO
Nesta
lição, exploraremos a diaconia bíblica, um ministério essencial na igreja, que
nos ensina sobre o serviço ao próximo. A Bíblia nos mostra que a Igreja,
mesmo em seus primórdios, enfrentava desafios, mas a busca por soluções em Deus
era fundamental. A criação do ministério dos
diáconos não foi para estabelecer uma hierarquia, mas para organizar o serviço
social na Igreja, mostrando que todos os líderes são chamados a servir.
O que realmente importa no Reino de Deus é a disposição em servir, independentemente
do cargo ou tarefa, pois o serviço é a essência do trabalho na igreja.
NOTA:
A diaconia bíblica representa um dos pilares mais
profundos do ministério cristão: o chamado para servir. Desde os primeiros dias da Igreja, quando os desafios
internos exigiam ação e sabedoria divina, Deus levantou homens cheios do
Espírito e sabedoria para agir com compaixão e eficácia. O surgimento dos diáconos não
veio como resposta para estruturar poder, mas como manifestação clara de que o
serviço ao próximo é central no Reino de Deus. Nesse
ministério, não importa o título, mas a disposição sincera de estender as mãos.
Ser diácono é encarnar o amor de Cristo em atitudes concretas, organizando o
cuidado com excelência e humildade.
Três Qualidades Indispensáveis dos Diáconos
·
Sensibilidade Espiritual: Capacidade de
discernir necessidades com sabedoria vinda de Deus, guiando ações com oração e
fé.
·
Compromisso com o Serviço: Disposição
constante em ajudar, mesmo nas tarefas menos visíveis, com alegria e dedicação.
·
Integridade e Testemunho: Ser exemplo na
conduta, nas palavras e nas escolhas, inspirando confiança e glorificando a
Deus
Objetivos da Lição:
Analisar as naturezas cultural e social dos
conflitos enfrentados pela igreja primitiva e sua relevância para a igreja
atual;
Explicar a importância da organização e da
distribuição de funções dentro da igreja para equilibrar as responsabilidades
espirituais e sociais;
Aplicar os princípios bíblicos de caráter, sabedoria e serviço na vida cristã e na atuação ministerial.
Palavra-Chave: DIACONIA
Vou explicar esse termo no tópico II A Delegação De Tarefas, item 3 A Diaconia.
TEXTO ÁUREO
“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação,
cheios do Espírito
Santo e de
sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” (At
6.3).
NOTA:
Texto em Grego (Koiné)
ἐπισκέψασθε δέ, ἀδελφοί, ἄνδρας ἐξ ὑμῶν
μαρτυρουμένους ἑπτὰ πλήρεις πνεύματος καὶ σοφίας, οὓς καταστήσομεν ἐπὶ τῆς
χρείας ταύτης.
Transliteração
Episképsasthe dé, adelphoí, andras ex hymôn
martyrouménous heptá plēreis pneumatos kai sophías, hoús katastḗsomen epì tēs
chreías taútēs.
Explicação dos Termos-Chave
Em Atos 6, 3, a palavra
grega ἐπισκέψασθε
(episképsasthe) é usada com o sentido de “escolher cuidadosamente” ou “examinar para selecionar”.
Ela aparece na frase:
ἐπισκέψασθε ⸀δέ,
ἀδελφοί, ἄνδρας ἐξ ὑμῶν...
Episképsasthe dé,
adelfoí, ándras ex ymón martyrouménous eptá...
“Portanto, irmãos, escolhei
dentre vós sete homens...”
Sentido específico de Episképsasthe no
contexto bíblico não é apenas “visitar”, como em outros contextos, mas sim “selecionar com base em exame
cuidadoso”, como mostram traduções interlineares e notas de rodapé.
A ideia é que os discípulos observem, avaliem e escolham
sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e sabedoria, para
assumir uma função importante na comunidade.
Curiosidade linguística:
Esse verbo pode também significar “visitar” ou “visitar para confortar”, mas
aqui o foco está na ação de investigar e escolher — quase como um
processo de nomeação com discernimento espiritual.
Reputação
Grego: μαρτυρουμένους (martyrouménous)
Significado: Literalmente “testemunhados” ou “atestados”.
Refere-se a pessoas que têm um bom testemunho público, reconhecidas pela comunidade por sua integridade e
caráter.
Aplicação: Um diácono deve
ser alguém cuja vida fala por si — respeitado, confiável e aprovado por outros.
Cheios do Espírito
Grego: πλήρεις πνεύματος (plēreis pneumatos), O
diácono/diaconisa devem ser cheios do Espírito Santo.
(Plēreis pneumatos) é a mesma afirmação sobre
Pedro que era Presbítero: “Então, Pedro,
cheio do Espírito Santo, lhes disse: Principais do povo e vós, anciãos de
Israel.” (Atos 4:8) Versão ARC (Almeida Revista e Corrigida)
Tóte Pétros, plēstheìs Pneúmatos
Hagíou, eipen pròs autoús: Archontes tou laou kaì presbýteroi tou Israēl. Grego
Transliterado (Koiné)
plēstheìs Pneúmatos Hagíou – cheio do Espírito Santo
Significado: “Plenos do Espírito”. Indica alguém que vive sob a
influência e direção do Espírito Santo, demonstrando frutos espirituais como
amor, paciência e fé.
Aplicação: Não basta ter
habilidades — é essencial estar espiritualmente capacitado e guiado por Deus.
Sabedoria
Grego: σοφίας (sophías)
Significado: Mais do que conhecimento, sabedoria aqui é a capacidade
de aplicar princípios divinos com discernimento e justiça.
“Sabedoria é a capacidade de administrar o conhecimento!”
(Pastor Luiz Antonio- Me)
Aplicação: Um diácono precisa tomar decisões equilibradas, lidar com pessoas e situações com maturidade e sensibilidade.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 6.1-7.
1 — Ora,
naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos
gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério
cotidiano.
2 — E os doze,
convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos
a palavra de Deus e sirvamos às mesas.
3 — Escolhei, pois,
irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de
sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.
4 — Mas nós
perseveraremos na oração e no ministério da palavra.
5 — E este parecer
contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do
Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau,
prosélito de Antioquia;
6 — e os
apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.
7 — E crescia a
palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos,
e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.
I. A IDENTIFICAÇÃO DOS CONFLITOS
1. Conflito de natureza cultural. Lucas cita um conflito entre os “gregos” e “hebreus” (At
6.1a). A referência
neste texto aos “gregos” está relacionada aos judeus helenistas, isto é, que
haviam emigrado para outros países e que, por disso, falavam somente a língua
grega. Por outro lado, o termo “hebreus” era
uma referência aos judeus de Jerusalém que se comunicavam principalmente em
hebraico (aramaico). Havia, portanto, uma barreira de natureza cultural
por causa da língua. Essa
barreira cultural trouxe um conflito de relacionamento entre os crentes da
primeira igreja. Isso fez com que os
apóstolos, logo após tomarem conhecimento do problema, buscassem uma solução.
Eles não podiam deixar a igreja de Jerusalém se desintegrar por causa de
barreira cultural. A unidade da igreja não pode ser ameaçada por conflito de
qualquer natureza.
RESUMO: Conflito Cultural
A diferença de idioma entre judeus helenistas e hebreus gerou barreiras de
comunicação que comprometeram a unidade da igreja primitiva, exigindo uma ação
imediata dos apóstolos.
2. Conflito de natureza social. Lucas explica que em
razão daquela diferença cultural, “as suas viúvas eram desprezadas no
ministério cotidiano” (At 6.1b). Aqui fica evidente a natureza social do
problema — as viúvas de
fala grega estavam sendo negligenciadas na distribuição diária. O
conflito se instalou e precisava de solução. Fica
em evidência que a igreja não é só um organismo, ela também é uma organização.
Ela tem sua esfera
espiritual, mas também social. Era, portanto, essa parte social que
estava em desequilíbrio e precisava de cuidados.
RESUMO:
Conflito Social
A negligência na distribuição diária às viúvas helenistas revelou um
desequilíbrio organizacional, mostrando que a igreja precisa atender também às
demandas sociais dos seus membros.
3. Qual é a prioridade? É muito comum a ideia de que o cristão deve cuidar apenas
da esfera espiritual e negligenciar a social. Assim, por exemplo, um evento musical recebe
grande atenção porque mexe com as emoções, enquanto um trabalho social numa
igreja local carente conta com poucas adesões. Negligenciar os mais
necessitados é um dos pecados denunciados tanto no Antigo Testamento (Is 58.6)
quanto no Novo Testamento (Mt 25.35-38). Não
podemos ignorar a situação social dos menos favorecidos e pensar que, dessa
forma, estamos adorando a Deus em espírito e em verdade.
RESUMO:
Prioridade Cristã
A verdadeira adoração exige equilíbrio entre espiritualidade e ação social;
negligenciar os necessitados é contrário ao ensino bíblico e à prática da fé
cristã.
SINOPSE I
A igreja primitiva enfrentou
desafios internos que exigiram sabedoria para manter a unidade.
II. A DELEGAÇÃO DE TAREFAS
1. O ministério da oração e da Palavra. Diante do conflito, os apóstolos perceberam que a parte
da comunidade que estava sendo negligenciada precisava de cuidados.
Contudo, eles também perceberam que não poderiam resolver um problema criando
outro. Cuidar dos mais necessitados era uma missão
urgente da igreja, mas os ministérios da oração e pregação da Palavra de Deus
também o eram (At 6.4). Tanto a parte social como a devocional e
evangelística fazem parte de uma única missão da Igreja. Poderíamos dizer que
são os dois lados de uma mesma moeda. Cuidar dos necessitados é importante,
igualmente importante é a oração e a evangelização.
RESUMO: Equilíbrio
entre ministérios: Os apóstolos
reconhecem que cuidar dos necessitados é urgente, mas afirmam que isso não deve
ocorrer em detrimento da oração e da pregação. Ambos os ministérios — o social
e o espiritual — são igualmente essenciais e representam duas faces de uma
mesma missão.
2. Não há conflito entre tarefas. Não
podemos ler Atos 6 como se o ministério da oração e da pregação estivessem em
oposição com o ministério de serviço social. Não há essa contradição, onde um é considerado mais
espiritual e o outro menos. Tudo faz parte
de uma única missão da Igreja. Assim, se a igreja ora e prega, mas não cuida
dos necessitados, ela falha em sua missão. Da mesma forma, se a igreja
se torna apenas um centro social, negligenciando a oração e a pregação, ela
perde a sua essência, deixa de ser Igreja de Cristo e, por isso, também falha
em sua missão.
RESUMO: Integração, não oposição: O texto mostra que não há hierarquia entre servir aos
pobres e proclamar a Palavra; ambos são espirituais e indispensáveis. Se
a Igreja negligencia qualquer um dos lados, ela compromete sua missão e sua
identidade em Cristo.
3. A Diaconia. O parecer dos apóstolos foi
que eles constituíssem pessoas habilitadas sobre o que eles denominaram de “este importante negócio” (At
6.3). É, portanto, uma referência ao “serviço” ou “diaconia”, identificado no versículo 3
como “servir” as mesas
(At 6.3).
A palavra “diaconia” tem a ver mais com a função do que
com a forma. Em Atos 6 o que está mais em destaque é a função exercida
pelos sete diáconos do que o cargo ou ofício ocupado por eles, o contexto
favorece esse entendimento. Essa narrativa bíblica fundamenta a instituição do
diaconato cristão. O que
se deve enfatizar aqui é que a diaconia era vista pelos apóstolos como um
“importante” negócio, e necessário à igreja. Esse
entendimento apostólico contradiz o que muitos pensam atualmente a respeito do
serviço da diaconia. Infelizmente,
há os que enxergam um diácono como um obreiro de classe inferior. Mas no contexto bíblico, a diaconia é um serviço especial
onde somente pessoas especiais, com as qualificações bíblicas exigidas, podem
trabalhar.
NOTA: Etimologia de “Diaconia”
Grego: διακονία (diakonía)
Significado literal: “Serviço”, “ministério”,
“assistência”
Deriva do verbo diakonéō (servir), e do substantivo diákonos
(servo, ajudante).
No
contexto bíblico, refere-se ao ato de servir com dedicação, especialmente nas necessidades práticas da comunidade
cristã.
A diaconia é essencial para o funcionamento saudável da igreja, pois representa o serviço cristão ativo. Ela aparece como um ministério instituído para cuidar das necessidades dos irmãos, permitindo que os Apóstolos se dediquem à oração e à Palavra.
NOTA: A necessidade chama o diácono! Desde que tenha sensibilidade espiritual, compromisso com o serviço, integridade e testemunho como Atos 6. 3 exige pode ser diácono. Deus só aprova e capacita!
Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete
varões de boa reputação,
cheios do Espírito
Santo e de
sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.
Em Atos 6, 3, a palavra
grega ἐπισκέψασθε
(episképsasthe) é usada com o sentido de “escolher cuidadosamente” ou “examinar para selecionar”.
Versículos na versão ARC:
Atos 6:3 - A Instituição dos primeiros diáconos para cuidar das
viúvas e da distribuição de mantimentos.
“Escolhei, pois, irmãos, dentre
vós, sete varões de boa
reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais
constituamos sobre este importante negócio.”
1 Timóteo 3:8-10 - Requisitos
morais e espirituais para o exercício da diaconia.
“Da mesma sorte os diáconos
sejam honestos,
não de língua dobre,
não dados a muito vinho,
não cobiçosos de
torpe ganância; guardando
o mistério da fé em uma pura consciência. E também estes sejam primeiro
provados; depois sirvam, se forem irrepreensíveis.”
Filipenses 1:1 - Reconhecimento
da função dos diáconos como parte da
liderança da igreja.
“Paulo e Timóteo, servos de Jesus
Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos.”
Obs:
A diaconia não é apenas uma função — é
um chamado ao serviço cristão, à compaixão e à prática da fé.
SINOPSE II
Os apóstolos instituíram
diáconos para equilibrar o ministério da pregação da Palavra, da oração e do
serviço social.
III. SEGUINDO OS PRINCÍPIOS CRISTÃOS
1. Privilegiando o caráter. Nas exigências
das qualificações exigidas para o exercício do diaconato, o caráter ganha
ênfase: “Escolhei, pois,
irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de
sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio” (At 6.3).
Aqueles que iriam “cuidar das mesas” deveriam ser
pessoas de “boa reputação”. A palavra “boa reputação” traduz o termo grego martyreo, que
significa “testemunha”
ou “mártir”, quer
dizer uma pessoa autêntica, honesta, correta e que não negocia valores para
exercer a função da diaconia. Às vezes pensamos que
essas exigências eram apenas para os dias bíblicos, mas não. Se para aqueles
que se dedicariam apenas a “servir as mesas” era exigido “boa reputação”, então
o que dizer dos pastores que cuidam de todo o rebanho?
NOTA: O termo grego "martyreō"
(μαρτυρέω) vem da raiz grega "martys" (μάρτυς), que
significa "testemunha". O termo é um verbo
"martyreō" e significa literalmente "dar testemunho",
"testificar" ou "afirmar algo como verdadeiro".
No Novo Testamento, esse verbo é usado para descrever o
ato de testemunhar sobre Cristo, sua ressurreição e a fé cristã.
João 1:7 “Este veio como testemunha (martyreō), para testificar da
luz, a fim de que todos cressem por meio dele.” houtos
ēlthen eis martyrēsin hina martyrēsē
peri tou phōtos, hina pantes pisteusōsin di' autou.
ü Aqui, João Batista é descrito como alguém que exerce o papel de
"martyreō" — aquele que dá testemunho da luz, ou seja, de Cristo.
Atos 22:15 “Porque hás
de ser sua testemunha (martyreō) diante de todos os homens das coisas
que tens visto e ouvido.” hoti esē martys autō pros
pantas anthrōpous hōn heōrakas kai ēkousas.
ü Paulo é chamado para ser uma "martyreō", ou seja, alguém que
testemunha com autoridade e experiência pessoal.
Apocalipse 1:2
“O
qual testificou (martyreō) da palavra de Deus e do testemunho de Jesus
Cristo, e de tudo quanto viu.” hos emartyresen
ton logon tou theou kai tēn martyrian
Iēsou Christou hosa eiden.
ü João aqui exerce o papel de "martyreō", registrando fielmente a revelação divina
Evolução do sentido
- Inicialmente, o termo tinha um sentido jurídico
ou formal, como alguém que testemunha em um julgamento.
- Com o tempo, especialmente no contexto cristão,
passou a designar aqueles que testemunham sua fé mesmo diante da
perseguição e da morte.
- Daí surgiu o substantivo "mártir",
aquele que dá testemunho com a própria vida, muitas vezes morrendo
por sua fé.
Curiosidade linguística
- A palavra foi adotada em várias línguas com esse
sentido espiritual: do grego para o latim "martyr", e daí
para o português "mártir".
- O termo também está relacionado à ideia de "martírio", que é o sofrimento ou morte por causa de uma crença ou causa.
2. Exercitando os dons. Essas pessoas, encarregadas da diaconia da igreja, além
da exigência de boa reputação, deviam ser cheias do “Espírito Santo e de
sabedoria” (At 6.3). Defender
a boa ortodoxia (a doutrina correta), era importante, mas era necessário que os
diáconos também fossem cheios do Espírito Santo e de sabedoria. É possível uma pessoa ser ortodoxa, eticamente
irrepreensível, e, não ser quebrantada e nem ter fervor espiritual. Da mesma forma, é possível uma
pessoa exercitar os dons espirituais e não ter sabedoria nenhuma. Uma
coisa não pode funcionar sem a outra. O ideal de
Deus é que o cristão viva corretamente exercitando os dons espirituais com a
sabedoria no exercício da diaconia.
SINOPSE III
A escolha dos diáconos seguiu
critérios espirituais, destacando caráter, fé, compromisso cristão e fervor
espiritual.
VERDADE PRÁTICA
Uma igreja cheia da sabedoria do
Espírito age sabiamente para resolver conflitos de relacionamentos.
Aplicação: Assim como a igreja primitiva
enfrentou desafios com sabedoria e serviço, devemos agir com amor e
compromisso, promovendo a unidade e cuidando uns dos outros para a glória de
Deus.
CONCLUSÃO
Aprendemos nesta lição a
importância do serviço cristão. A igreja “espiritual” é também social. Devemos
nos dedicar tanto ao ministério da oração e pregação como também à assistência
ao mais necessitados. A igreja que cuida da alma também deve cuidar do corpo.
Deus não é glorificado na desgraça de ninguém. Se há um necessitado em nosso
meio, e há, devemos considerar os princípios bíblicos ensinados nessa passagem
das Escrituras para alcançá-lo. Assim, a igreja cresce como Igreja de Deus e o
Senhor é glorificado.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Quais são as
referências de “gregos” e “hebreus”?
“Gregos” refere-se aos judeus helenistas, que falavam grego e tinham influência da cultura grega, enquanto “hebreus” eram judeus de fala aramaica, ligados à tradição judaica de Jerusalém.
2. Quais são as duas
naturezas do conflito entre os judeus gregos e hebreus?
O conflito era de natureza cultural, devido às diferenças de idioma e costumes, e de natureza social, pois as viúvas dos helenistas estavam sendo negligenciadas na distribuição diária de mantimentos.
3. Há contradição entre
as esferas espiritual e social?
Não há essa contradição, onde um é mais espiritual e o outro menos. Tudo faz parte de uma única missão da Igreja.
4. Com o que a palavra
“diaconia” tem a ver?
A palavra “diaconia” tem a ver mais com a função do que com a forma. Assim, em Atos 6 o que está mais em destaque é a função exercida pelos sete diáconos do que o cargo ou ofício ocupado por eles.
5. O que recebeu ênfase
pelas exigências e qualificações exigidas para o diaconato?
Nas exigências das qualificações
exigidas para o exercício do diaconato, o caráter ganha ênfase. Aqueles que
iriam “cuidar das mesas” deveriam ser pessoas de “boa reputação”.