googlefc.controlledMessagingFunction Lição 8: Uma Igreja que enfrenta os seus problemas - Data: 24 de agosto de 2025

Lição 8: Uma Igreja que enfrenta os seus problemas - Data: 24 de agosto de 2025

INTRODUÇÃO 

Nesta lição, exploraremos a diaconia bíblica, um ministério essencial na igreja, que nos ensina sobre o serviço ao próximo. A Bíblia nos mostra que a Igreja, mesmo em seus primórdios, enfrentava desafios, mas a busca por soluções em Deus era fundamental. A criação do ministério dos diáconos não foi para estabelecer uma hierarquia, mas para organizar o serviço social na Igreja, mostrando que todos os líderes são chamados a servir. O que realmente importa no Reino de Deus é a disposição em servir, independentemente do cargo ou tarefa, pois o serviço é a essência do trabalho na igreja. 

NOTA:

A diaconia bíblica representa um dos pilares mais profundos do ministério cristão: o chamado para servir. Desde os primeiros dias da Igreja, quando os desafios internos exigiam ação e sabedoria divina, Deus levantou homens cheios do Espírito e sabedoria para agir com compaixão e eficácia. O surgimento dos diáconos não veio como resposta para estruturar poder, mas como manifestação clara de que o serviço ao próximo é central no Reino de Deus. Nesse ministério, não importa o título, mas a disposição sincera de estender as mãos. Ser diácono é encarnar o amor de Cristo em atitudes concretas, organizando o cuidado com excelência e humildade.

Três Qualidades Indispensáveis dos Diáconos

·         Sensibilidade Espiritual: Capacidade de discernir necessidades com sabedoria vinda de Deus, guiando ações com oração e fé.

·         Compromisso com o Serviço: Disposição constante em ajudar, mesmo nas tarefas menos visíveis, com alegria e dedicação.

·         Integridade e Testemunho: Ser exemplo na conduta, nas palavras e nas escolhas, inspirando confiança e glorificando a Deus

 

Objetivos da Lição: 

Analisar as naturezas cultural e social dos conflitos enfrentados pela igreja primitiva e sua relevância para a igreja atual;

Explicar a importância da organização e da distribuição de funções dentro da igreja para equilibrar as responsabilidades espirituais e sociais;

Aplicar os princípios bíblicos de caráter, sabedoria e serviço na vida cristã e na atuação ministerial. 

 

Palavra-Chave: DIACONIA

Vou explicar esse termo no tópico II A Delegação De Tarefas, item 3 A Diaconia.  

TEXTO ÁUREO

Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.” (At 6.3).

NOTA:

Texto em Grego (Koiné)

ἐπισκέψασθε δέ, ἀδελφοί, ἄνδρας ἐξ ὑμῶν μαρτυρουμένους ἑπτὰ πλήρεις πνεύματος καὶ σοφίας, οὓς καταστήσομεν ἐπὶ τῆς χρείας ταύτης.

Transliteração

Episképsasthe dé, adelphoí, andras ex hymôn martyrouménous heptá plēreis pneumatos kai sophías, hoús katastḗsomen epì tēs chreías taútēs.

Explicação dos Termos-Chave

Em Atos 6, 3, a palavra grega ἐπισκέψασθε (episképsasthe) é usada com o sentido de “escolher cuidadosamente” ou “examinar para selecionar”. Ela aparece na frase:

ἐπισκέψασθε ⸀δέ, ἀδελφοί, ἄνδρας ἐξ ὑμῶν...

Episképsasthe dé, adelfoí, ándras ex ymón martyrouménous eptá...
“Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens...”

Sentido específico de Episképsasthe no contexto bíblico não é apenas “visitar”, como em outros contextos, mas sim “selecionar com base em exame cuidadoso”, como mostram traduções interlineares e notas de rodapé.

A ideia é que os discípulos observem, avaliem e escolham sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e sabedoria, para assumir uma função importante na comunidade.

Curiosidade linguística: Esse verbo pode também significar “visitar” ou “visitar para confortar”, mas aqui o foco está na ação de investigar e escolher — quase como um processo de nomeação com discernimento espiritual.

Reputação

Grego: μαρτυρουμένους (martyrouménous)

Significado: Literalmente “testemunhados” ou “atestados”. Refere-se a pessoas que têm um bom testemunho público, reconhecidas pela comunidade por sua integridade e caráter.

Aplicação: Um diácono deve ser alguém cuja vida fala por si — respeitado, confiável e aprovado por outros.

Cheios do Espírito

Grego: πλήρεις πνεύματος (plēreis pneumatos), O diácono/diaconisa devem ser cheios do Espírito Santo.

(Plēreis pneumatos) é a mesma afirmação sobre Pedro que era Presbítero: “Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Principais do povo e vós, anciãos de Israel.” (Atos 4:8) Versão ARC (Almeida Revista e Corrigida)

Tóte Pétros, plēstheìs Pneúmatos Hagíou, eipen pròs autoús: Archontes tou laou kaì presbýteroi tou Israēl. Grego Transliterado (Koiné)

plēstheìs Pneúmatos Hagíou – cheio do Espírito Santo

Significado: “Plenos do Espírito”. Indica alguém que vive sob a influência e direção do Espírito Santo, demonstrando frutos espirituais como amor, paciência e fé.

Aplicação: Não basta ter habilidades — é essencial estar espiritualmente capacitado e guiado por Deus.

Sabedoria

Grego: σοφίας (sophías)

Significado: Mais do que conhecimento, sabedoria aqui é a capacidade de aplicar princípios divinos com discernimento e justiça.

“Sabedoria é a capacidade de administrar o conhecimento!” (Pastor Luiz Antonio- Me)

Aplicação: Um diácono precisa tomar decisões equilibradas, lidar com pessoas e situações com maturidade e sensibilidade. 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 6.1-7.

 1 — Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.

2 — E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas.

3 — Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.

4 — Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.

5 — E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia;

6 — e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos.

7 — E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé. 

I. A IDENTIFICAÇÃO DOS CONFLITOS 

1. Conflito de natureza cultural. Lucas cita um conflito entre os “gregos” e “hebreus” (At 6.1a). A referência neste texto aos “gregos” está relacionada aos judeus helenistas, isto é, que haviam emigrado para outros países e que, por disso, falavam somente a língua grega. Por outro lado, o termo “hebreus” era uma referência aos judeus de Jerusalém que se comunicavam principalmente em hebraico (aramaico). Havia, portanto, uma barreira de natureza cultural por causa da língua. Essa barreira cultural trouxe um conflito de relacionamento entre os crentes da primeira igreja. Isso fez com que os apóstolos, logo após tomarem conhecimento do problema, buscassem uma solução. Eles não podiam deixar a igreja de Jerusalém se desintegrar por causa de barreira cultural. A unidade da igreja não pode ser ameaçada por conflito de qualquer natureza.

RESUMO: Conflito Cultural
A diferença de idioma entre judeus helenistas e hebreus gerou barreiras de comunicação que comprometeram a unidade da igreja primitiva, exigindo uma ação imediata dos apóstolos.

2. Conflito de natureza social. Lucas explica que em razão daquela diferença cultural, “as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano” (At 6.1b). Aqui fica evidente a natureza social do problema — as viúvas de fala grega estavam sendo negligenciadas na distribuição diária. O conflito se instalou e precisava de solução. Fica em evidência que a igreja não é só um organismo, ela também é uma organização. Ela tem sua esfera espiritual, mas também social. Era, portanto, essa parte social que estava em desequilíbrio e precisava de cuidados.

RESUMO: Conflito Social
A negligência na distribuição diária às viúvas helenistas revelou um desequilíbrio organizacional, mostrando que a igreja precisa atender também às demandas sociais dos seus membros.

3. Qual é a prioridade? É muito comum a ideia de que o cristão deve cuidar apenas da esfera espiritual e negligenciar a social. Assim, por exemplo, um evento musical recebe grande atenção porque mexe com as emoções, enquanto um trabalho social numa igreja local carente conta com poucas adesões. Negligenciar os mais necessitados é um dos pecados denunciados tanto no Antigo Testamento (Is 58.6) quanto no Novo Testamento (Mt 25.35-38). Não podemos ignorar a situação social dos menos favorecidos e pensar que, dessa forma, estamos adorando a Deus em espírito e em verdade. 

RESUMO: Prioridade Cristã
A verdadeira adoração exige equilíbrio entre espiritualidade e ação social; negligenciar os necessitados é contrário ao ensino bíblico e à prática da fé cristã.
 

SINOPSE I

A igreja primitiva enfrentou desafios internos que exigiram sabedoria para manter a unidade. 

II. A DELEGAÇÃO DE TAREFAS 

1. O ministério da oração e da Palavra. Diante do conflito, os apóstolos perceberam que a parte da comunidade que estava sendo negligenciada precisava de cuidados. Contudo, eles também perceberam que não poderiam resolver um problema criando outro. Cuidar dos mais necessitados era uma missão urgente da igreja, mas os ministérios da oração e pregação da Palavra de Deus também o eram (At 6.4). Tanto a parte social como a devocional e evangelística fazem parte de uma única missão da Igreja. Poderíamos dizer que são os dois lados de uma mesma moeda. Cuidar dos necessitados é importante, igualmente importante é a oração e a evangelização.

RESUMO: Equilíbrio entre ministérios: Os apóstolos reconhecem que cuidar dos necessitados é urgente, mas afirmam que isso não deve ocorrer em detrimento da oração e da pregação. Ambos os ministérios — o social e o espiritual — são igualmente essenciais e representam duas faces de uma mesma missão.

2. Não há conflito entre tarefas. Não podemos ler Atos 6 como se o ministério da oração e da pregação estivessem em oposição com o ministério de serviço social. Não há essa contradição, onde um é considerado mais espiritual e o outro menos. Tudo faz parte de uma única missão da Igreja. Assim, se a igreja ora e prega, mas não cuida dos necessitados, ela falha em sua missão. Da mesma forma, se a igreja se torna apenas um centro social, negligenciando a oração e a pregação, ela perde a sua essência, deixa de ser Igreja de Cristo e, por isso, também falha em sua missão.

RESUMO: Integração, não oposição: O texto mostra que não há hierarquia entre servir aos pobres e proclamar a Palavra; ambos são espirituais e indispensáveis. Se a Igreja negligencia qualquer um dos lados, ela compromete sua missão e sua identidade em Cristo.

3. A Diaconia. O parecer dos apóstolos foi que eles constituíssem pessoas habilitadas sobre o que eles denominaram de “este importante negócio” (At 6.3). É, portanto, uma referência ao “serviço” ou “diaconia”, identificado no versículo 3 como “servir” as mesas (At 6.3).

A palavra “diaconia” tem a ver mais com a função do que com a forma. Em Atos 6 o que está mais em destaque é a função exercida pelos sete diáconos do que o cargo ou ofício ocupado por eles, o contexto favorece esse entendimento. Essa narrativa bíblica fundamenta a instituição do diaconato cristão. O que se deve enfatizar aqui é que a diaconia era vista pelos apóstolos como um “importante” negócio, e necessário à igreja. Esse entendimento apostólico contradiz o que muitos pensam atualmente a respeito do serviço da diaconia. Infelizmente, há os que enxergam um diácono como um obreiro de classe inferior. Mas no contexto bíblico, a diaconia é um serviço especial onde somente pessoas especiais, com as qualificações bíblicas exigidas, podem trabalhar. 

NOTA: Etimologia de “Diaconia”

Grego: διακονία (diakonía)

Significado literal: “Serviço”, “ministério”, “assistência”

Deriva do verbo diakonéō (servir), e do substantivo diákonos (servo, ajudante).

No contexto bíblico, refere-se ao ato de servir com dedicação, especialmente nas necessidades práticas da comunidade cristã.

A diaconia é essencial para o funcionamento saudável da igreja, pois representa o serviço cristão ativo. Ela aparece como um ministério instituído para cuidar das necessidades dos irmãos, permitindo que os Apóstolos se dediquem à oração e à Palavra. 

NOTA: A necessidade chama o diácono! Desde que tenha sensibilidade espiritual, compromisso com o serviço, integridade e testemunho como Atos 6. 3 exige pode ser diácono. Deus só aprova e capacita! 

Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.

Em Atos 6, 3, a palavra grega ἐπισκέψασθε (episképsasthe) é usada com o sentido de “escolher cuidadosamente” ou “examinar para selecionar”.

Versículos na versão ARC:

Atos 6:3 - A Instituição dos primeiros diáconos para cuidar das viúvas e da distribuição de mantimentos.

“Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.”

1 Timóteo 3:8-10 - Requisitos morais e espirituais para o exercício da diaconia.

Da mesma sorte os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância; guardando o mistério da fé em uma pura consciência. E também estes sejam primeiro provados; depois sirvam, se forem irrepreensíveis.”

Filipenses 1:1 - Reconhecimento da função dos diáconos como parte da liderança da igreja.

“Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos.”

Obs: A diaconia não é apenas uma função — é um chamado ao serviço cristão, à compaixão e à prática da fé. 

SINOPSE II

Os apóstolos instituíram diáconos para equilibrar o ministério da pregação da Palavra, da oração e do serviço social. 

III. SEGUINDO OS PRINCÍPIOS CRISTÃOS 

1. Privilegiando o caráter. Nas exigências das qualificações exigidas para o exercício do diaconato, o caráter ganha ênfase: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio” (At 6.3). Aqueles que iriam “cuidar das mesas” deveriam ser pessoas de “boa reputação”. A palavra “boa reputação” traduz o termo grego martyreo, que significa “testemunha” ou “mártir”, quer dizer uma pessoa autêntica, honesta, correta e que não negocia valores para exercer a função da diaconia. Às vezes pensamos que essas exigências eram apenas para os dias bíblicos, mas não. Se para aqueles que se dedicariam apenas a “servir as mesas” era exigido “boa reputação”, então o que dizer dos pastores que cuidam de todo o rebanho?

NOTA: O termo grego "martyreō" (μαρτυρέω) vem da raiz grega "martys" (μάρτυς), que significa "testemunha". O termo é um verbo "martyreō" e significa literalmente "dar testemunho", "testificar" ou "afirmar algo como verdadeiro".

No Novo Testamento, esse verbo é usado para descrever o ato de testemunhar sobre Cristo, sua ressurreição e a fé cristã.

João 1:7 “Este veio como testemunha (martyreō), para testificar da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.” houtos ēlthen eis martyrēsin hina martyrēsē peri tou phōtos, hina pantes pisteusōsin di' autou.

ü  Aqui, João Batista é descrito como alguém que exerce o papel de "martyreō" — aquele que dá testemunho da luz, ou seja, de Cristo.

Atos 22:15 “Porque hás de ser sua testemunha (martyreō) diante de todos os homens das coisas que tens visto e ouvido.” hoti esē martys autō pros pantas anthrōpous hōn heōrakas kai ēkousas.

ü  Paulo é chamado para ser uma "martyreō", ou seja, alguém que testemunha com autoridade e experiência pessoal.

Apocalipse 1:2

“O qual testificou (martyreō) da palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo quanto viu.” hos emartyresen ton logon tou theou kai tēn martyrian Iēsou Christou hosa eiden.

ü  João aqui exerce o papel de "martyreō", registrando fielmente a revelação divina 

Evolução do sentido

  • Inicialmente, o termo tinha um sentido jurídico ou formal, como alguém que testemunha em um julgamento.
  • Com o tempo, especialmente no contexto cristão, passou a designar aqueles que testemunham sua fé mesmo diante da perseguição e da morte.
  • Daí surgiu o substantivo "mártir", aquele que dá testemunho com a própria vida, muitas vezes morrendo por sua fé.

Curiosidade linguística

  • A palavra foi adotada em várias línguas com esse sentido espiritual: do grego para o latim "martyr", e daí para o português "mártir".
  • O termo também está relacionado à ideia de "martírio", que é o sofrimento ou morte por causa de uma crença ou causa. 

2. Exercitando os dons. Essas pessoas, encarregadas da diaconia da igreja, além da exigência de boa reputação, deviam ser cheias do “Espírito Santo e de sabedoria” (At 6.3). Defender a boa ortodoxia (a doutrina correta), era importante, mas era necessário que os diáconos também fossem cheios do Espírito Santo e de sabedoria. É possível uma pessoa ser ortodoxa, eticamente irrepreensível, e, não ser quebrantada e nem ter fervor espiritual. Da mesma forma, é possível uma pessoa exercitar os dons espirituais e não ter sabedoria nenhuma. Uma coisa não pode funcionar sem a outra. O ideal de Deus é que o cristão viva corretamente exercitando os dons espirituais com a sabedoria no exercício da diaconia.  

SINOPSE III

A escolha dos diáconos seguiu critérios espirituais, destacando caráter, fé, compromisso cristão e fervor espiritual.

VERDADE PRÁTICA 

Uma igreja cheia da sabedoria do Espírito age sabiamente para resolver conflitos de relacionamentos.

Aplicação: Assim como a igreja primitiva enfrentou desafios com sabedoria e serviço, devemos agir com amor e compromisso, promovendo a unidade e cuidando uns dos outros para a glória de Deus.

CONCLUSÃO

Aprendemos nesta lição a importância do serviço cristão. A igreja “espiritual” é também social. Devemos nos dedicar tanto ao ministério da oração e pregação como também à assistência ao mais necessitados. A igreja que cuida da alma também deve cuidar do corpo. Deus não é glorificado na desgraça de ninguém. Se há um necessitado em nosso meio, e há, devemos considerar os princípios bíblicos ensinados nessa passagem das Escrituras para alcançá-lo. Assim, a igreja cresce como Igreja de Deus e o Senhor é glorificado.

 

REVISANDO O CONTEÚDO 

1. Quais são as referências de “gregos” e “hebreus”?

“Gregos” refere-se aos judeus helenistas, que falavam grego e tinham influência da cultura grega, enquanto “hebreus” eram judeus de fala aramaica, ligados à tradição judaica de Jerusalém. 

2. Quais são as duas naturezas do conflito entre os judeus gregos e hebreus?

O conflito era de natureza cultural, devido às diferenças de idioma e costumes, e de natureza social, pois as viúvas dos helenistas estavam sendo negligenciadas na distribuição diária de mantimentos. 

3. Há contradição entre as esferas espiritual e social?

Não há essa contradição, onde um é mais espiritual e o outro menos. Tudo faz parte de uma única missão da Igreja. 

4. Com o que a palavra “diaconia” tem a ver?

A palavra “diaconia” tem a ver mais com a função do que com a forma. Assim, em Atos 6 o que está mais em destaque é a função exercida pelos sete diáconos do que o cargo ou ofício ocupado por eles. 

5. O que recebeu ênfase pelas exigências e qualificações exigidas para o diaconato?

Nas exigências das qualificações exigidas para o exercício do diaconato, o caráter ganha ênfase. Aqueles que iriam “cuidar das mesas” deveriam ser pessoas de “boa reputação”.

 

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